Ataques/ Líbia

Proposta de cessar-fogo deve ser analisada por Conselho de Segurança na quinta-feira

O secretário geral da ONU Ban Ki-moon (segundo à direita ) com o enviado especial da ONU na Líbia,  Abdel-Elah Mohamed Al-Khatib (à direita) durante briefing sobre a aplicação da resolução autorizando o recurso à força  na Líbia.
O secretário geral da ONU Ban Ki-moon (segundo à direita ) com o enviado especial da ONU na Líbia, Abdel-Elah Mohamed Al-Khatib (à direita) durante briefing sobre a aplicação da resolução autorizando o recurso à força na Líbia. UN Photo/Eskinder Debebe

De acordo com a porta-voz do ministério das Relações Exteriores francês, o Conselho de Segurança da ONU poderá debatar a proposta de cessar-fogo na Líbia feita pela Rússia, durante uma nova reunião para avaliar a crise no país que acontecerá na quinta-feira.

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A Rússia absteve-se da votação que aprovou a resolução 1973, prevendo intervenção militar internacional na Líbia para conter a violência entre as tropas do ditador Muammar Kadafi e os insurgentes que exigem a sua demissão. Os russos ainda condenaram a série de bombardeios realizados pela coalizão, liderada por França, Reino Unido e Estados Unidos.

O chanceler francês, Alain Juppé, por sua vez, disse hoje que a operação internacional militar na Líbia pode parar "a qualquer momento" se Kadafi se adequar à resolução da ONU e cessar os bombardeios. A ONU anunciou hoje que o enviado especial da organização na Líbia, o jordaniano Abdel-Elah Mohamed Al-Khatib, conversou no final da noite de segunda-feira com a direção das forças rebeldes líbias em Tobruk. Enquanto isso, o comissário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, está em visita oficial a Tunis, na Tunísia, vizinha da Líbia. Al-Khatib encontrou-se com o presidente do Conselho Nacional de Transição, Mustafa Abdel Jalil, ex-ministro da Justiça da Líbia, e ouviu dele as reivindicações dos rebeldes.

Nesta terça-feira, foram registrados violentos confrontos entre insurgentes e aliados do ditador Muammar Kadafi na região de Yefren, a sudoeste de Trípoli, matando nove pessoas e ferindo dezenas. Os combates haviam se iniciado na segunda-feira. Os habitantes reclamam que a intervenção internacional tardou a chegar e por isso os apoiadores de Kadafi conseguiram retomar posições, evitando que os feridos fossem levados aos hospitais da região e que as famílias consigam abandonar a cidade. Problema semelhante está enfrentando a cidade de Zintan, no noroeste do país. Entre ontem e hoje, ao menos 40 pessoas morreram em confrontos nesta região.

O Parlamento espanhol aprovou hoje, por grande maioria, a participação da Espanha na operação militar internacional na Líbia. O país deverá contribuir com quarto caças F-18 e um avião de abastecimento. A participação espanhola foi aprovada por 336 deputados. Somente três parlamentares votaram contra.
Dois aviões espanhois já haviam participado de missões de reconhecimento do espaço aéreo líbio.
 

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