Líbia/Patrimônio

Unesco quer proteger patrimônios mundiais da Líbia

Cidade antiga de Ghadamès, "a pérola do deserto",
Cidade antiga de Ghadamès, "a pérola do deserto", Unesco

A Líbia abriga cinco sítios históricos inscritos na Unesco, que pede aos combatentes no país que a convenção de Haia seja respeitada durante os conflitos. Nas revoltas de diversos países árabes, patrimônios mundiais estão em risco.  

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A Unesco está preocupada com os patrimônios mundiais que estão na Líbia e solicitou à coalizão internacional, que realiza operações militares no país, que respeite a convenção de Haia. Esta convenção protege os sítios históricos em tempos de guerra. Dos dez países que formam a coalizão, oito fazem parte da Unesco: França, Estados Unidos, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Itália, Catar e Espanha.

A Líbia tem cinco locais que são considerados patrimônio da humanidade: a Cidade antiga de Ghadamès, conhecida como "a pérola do deserto", um oásis situado na zona ocidental do país; o Tadrart Acacus, maciço rochoso com pinturas rupestres na região do Saara, além dos Sítios Arqueológicos de Cyrene, Leptis Magna e Sabratha.

Preservação

Os conflitos no mundo árabe têm sido responsáveis pela destruição de patrimônios históricos e culturais. Esta constatação levou a Unesco a enviar duas missões à Tunísia e ao Egito para cuidar da situação dos patrimônios ocupados pelas forças de segurança e conversar com as autoridades locais.

Dois exemplos de vandalismo em recentes rebeliões no mundo árabe ilustram a preocupação da Unesco: na Tunísia, quarenta bibliotecas ricas em obras de arte e documentos históricos antigos foram incendiadas. No  Egito, o Museu do Cairo foi saqueado e cerca de 200 objetos do Sinai foram roubados.

 

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