Síria/Protestos

Sírios são mortos ao atearem fogo na sede do partido do governo

Manifestação na cidade de Deraa
Manifestação na cidade de Deraa Reuters/Stringer

Os protestos na Síria contra o presidente Bashar al-Assad se alastram e são reprimidos com violência pelo regime. Neste sábado, dois manifestantes que tentavam incendiar a sede do partido do governo na cidade litorânea de Lattaquié foram mortos pelas forças de segurança.

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Uma assessora do presidente sírio sugeriu, neste sábado, que existe um plano para criar tensões internas na Síria e fragilizar a resistência que o país faz a Israel. O governo sírio voltou a defender a unidade do país, prometendo uma certa abertura política e combate à corrupção, a fim de acalmar os manifestantes, que há dias protestam na cidade de Deraa.

A população síria, em sua grande maioria sunita, vive submetida ao estado de sítio há quase 50 anos, desde que uma minoria xiita chegou ao poder com o apoio do partido nacionalista Baas. Na quarta-feira, a onda de repressão aos manifestantes de Deraa deixou cem mortos.

Tais manifestações eram impensáveis até dois meses atrás no mais autoritário dos países árabes. O presidente Bashar al-Assad enfrenta sua maior crise nos 11 anos em que lidera o país.

As revoltas começaram depois que a polícia prendeu mais de uma dezena de estudantes por fazerem pichações inspiradas por slogans utilizados em outras manifestações pró-democracia em países árabes.

Houve uma série de condenações internacionais aos disparos contra manifestantes, mas analistas dizem que as nações estrangeiras devem ser mais cuidadosas em relação à Síria. O país tem uma estreita aliança com o Irã e é ligado ao grupo militante palestino Hamas e ao grupo político e militar libanês Hezbollah.
 

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