Líbia/operação militar

França e Reino Unido pedem renúncia imediata de Kadafi

O presidente Nicolas Sarkozy e o primeiro-ministro David Cameron
O presidente Nicolas Sarkozy e o primeiro-ministro David Cameron Reuters/Benoit Tessier

 Na véspera da primeira reunião do chamado grupo de contato para Líbia, que acontece nesta terça-feira, o presidente francês Nicolas Sarkozy e o primeiro-ministro britânico David Cameron exigiram que Kadafi deixe o poder e que seus partidários " rendam-se antes que seja tarde demais" e apoiem o processo democrático na Líbia.

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“Como ressalta a resolução da Liga Árabe, o regime atual perdeu toda sua legitimidade", diz o texto da declaração conjunta divulgada nesta segunda-feira pelos dois líderes. A França e o Reino Unido também fizeram um apelo para que o Conselho Nacional de Transição instaure um diálogo político nacional para organizar a transição da Líbia.

Segundo o texto, o papel do Conselho será fundamental no processo, que inclui uma reforma constitucional e a organização de eleições livres. Em Bordeaux, o ministro das relações exteriores francês, Alain Juppé, declarou que o grupo de contato, formado pelos países que participam das operações na Líbia, tentaria avançar o diálogo com o Conselho Nacional de Transição, “única oposição organizada atualmente”, em busca de uma solução política para o país.

Neste domingo, em Bruxelas, o comando militar da operação foi transferido oficialmente para a OTAN. De acordo com o general canadense Charles Bouchard, responsável pelas operações na Líbia, a primeira missão, que consistiu num reforço da zona de exclusão aérea, foi bem-sucedida. Ele ressaltou que a Organização estava aberta à participação de parceiros internacionais.

A ação da OTAN visa proteger os civis e aplicar a resolução 1973 votada pelo Conselho de Segurança da ONU. Um dos principais objetivos da operação é a aplicação do embargo naval contra o tráfico de armas, que abastece as forças do regime. Nesta segunda-feira, a coalizão bombardeou a cidade de Sebha, a 750 quilômetros do sul de Trípoli. Depois de ficarem bloqueados em Ben Jawad, os rebeldes se dirigiram a Syrte, cidade natal de Kadafi, mas tiveram que recuar diante dos ataques das forças leais ao regime. O regime líbio também anunciou retomado o controle em Mishata.

Ainda nesta segunda-feira, o presidente americano Barack Obama deve defender, durante um discurso que será transmitido pela TV, a participação americana na ofensiva contra o regime líbio. Ele participou hoje  de uma videoconferência sobre a Líbia com o premiê David Cameron, o presidente francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel.
 

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