Crise/Líbia

Grupo de contato define missão para transição política na Líbia

O secretário-geral da OTAN (e), o premiê britânico David Cameron (d) e o representante da diplomacia britânica William Hague (c) conversam após a conferência do grupo de contato em Londres.
O secretário-geral da OTAN (e), o premiê britânico David Cameron (d) e o representante da diplomacia britânica William Hague (c) conversam após a conferência do grupo de contato em Londres. Reuters

Os representantes de 40 países reunidos em Londres nesta terça-feira confirmaram a criação do “grupo de contato” sobre a situação na Líbia e definiram a missão para os próximos meses. Uma nova reunião será organizado no Catar e a ajuda humanitária deve ser coordenada pelas Nações Unidas.

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A próxima reunião do chamado grupo de contato da Líbia, formado pelos países que participam das operações militares no país, acontecerá no Qatar, segundo a declaração final divulgada no fim do encontro em Londres, nesta terça-feira. O país e os Emirados Árabes Unidos são os únicos da região que estão participando da ofensiva na Líbia. Apenas quatro membros da Liga Árabe estiveram presentes ao encontro, que também foi marcado pela ausência de representantes da União Africana.

O documento divulgado no fim da reunião também definiu as três principais missões do grupo. A primeira, assegurar a liderança e dar um direcionamento político aos esforços da comunidade internacional, em coordenação com a ONU, a União Africana, a Liga Árabe, a Organização da Conferência Islâmica e a União Europeia. Em seguida, disponibilizar uma plataforma para coordenar a resposta internacional sobre a Líbia, e criar um espaço de discussão com a oposição do país. O comunicado também esclarece que haverá uma presidência rotativa para o grupo, que também aceitou a proposta da ONU de organizar a ajuda humanitária na região.

Os participantes também reafirmaram seu compromisso para proteger a soberania, a independência, a integridade territorial e a unidade nacional da Líbia, e prometeram reforçar as sanções contra Muammar Kadafi, exigindo um cessar-fogo imediato contra os civis. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que a coalizão dará continuidade aos bombardeios aéreos enquanto as forças do regime mantiverem os ataques.
 

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