Líbia/Crise

Fuga de chefe da diplomacia líbia fragiliza regime de Kadafi

Moussa Koussa, 18 de março de 2011
Moussa Koussa, 18 de março de 2011 REUTERS/Zohra Bensemra

O ditador Muammar Kadafi perdeu na quarta-feira um de seus principais aliados, o chanceler Moussa Koussa. Mas os insurgentes perdem terreno na ofensiva para derrubar o regime líbio. O presidente dos Estados Unidos Barack Obama teria autorizado o envio de agentes à Líbia para ajudar os insurgentes.

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O ministro líbio das Relações Exteriores, Moussa Koussa, chegou a Londres nessa quarta-feira, proveniente da Tunísia, e anunciou sua demissão do governo. Durante muitos anos, Koussa foi o ex-chefe do serviço secreto líbio e era uma das principais personalidades do regime de Muammar Kadafi.

Nos últimos anos, ele foi o principal negociador de dossiês sensíveis entre a Líbia e a comunidade internacional que permitiram normalização das relações entre seu país e o Ocidente. Foi ele quem costurou o acordo sobre a indenização das famílias das vítimas dos atentados de Lockerbie e do DC-10 da UTA.

Moussa Koussa teria inclusive informações preciosas sobre a organização dos dois atentados. Para o ex-ministro da Imigração Ali Errishi a deserção de Koussa é um sinal de que os dias do regime estão contados.

Insurgentes perdem terreno

No terreno, os insurgentes se viram obrigados a recuar para o leste, após uma ofensiva das forças pró-Kadafi sobre os terminais petrolíferos de Ras Lanuf e Brega. Esta manhã, as forças rebeldes afirmam que a batalha pelo controle de Brega continua.

Segundo informação da agência Reuters, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama teria autorizado o envio de agentes à Líbia para ajudar os insurgentes. A ordem teria sido assinada há duas ou três semanas.

Estados Unidos e os outros países que formam a coalizão internacional, que lançou a intervenção militar contra a Líbia, começam a defender a possibilidade de fornecer armas para os opositores de Kadafi. A OTAN assumiu nesta quinta-feira o controle total das operações militares na Líbia, que estavam sendo dirigidas pelos Estados Unidos.
 

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