França/Japão

Sarkozy defende normas internacionais de segurança nuclear

O presidente francês Nicolas Sarkozy e o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan
O presidente francês Nicolas Sarkozy e o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan Reuters

Durante visita ao Japão nesta quinta-feira, a primeira de um chefe de estado ao país desde o terremoto seguido do tsunami do dia 11 de março, o presidente francês Nicolas Sarkozy defendeu a adoção de normas internacionais de segurança nuclear até o final de 2011. Sarkozy anunciou que vai pedir às autoridades nucleares do G20, uma reunião para definir as regras internacionais sobre segurança nuclear.

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"É necessário ter normas nucleares até o final do ano", declarou Nicolas Sarkozy durante uma entrevista coletiva de encerramento de sua viagem de apenas 4 horas ao Japão. Um pouco antes, durante visita à embaixada francesa em Tóquio, o chefe de estado francês anunciou que vai pedir uma reunião das autoridades nucleares do G20, o grupo que reúne as principais economias do planeta, para definir as normas que deverão ser observadas a nível mundial.

"Eu anuncio que, juntamente com Nathalie Kosciusko-Morizet (ministra francesa da Ecologia), vamos pedir às autoridades independentes de segurança dos países do G20 de se reunir, se possível em Paris durante o mês de maio, para definir as normas internacionais de segurança nuclear", disse Sarkozy.

"Não é normal que não existam normas internacionais", disse o presidente francês. Segundo Sarkozy, a reunião do G20 irá ser preparatória à da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), prevista para junho.

Contaminação

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, declarou nesta quinta-feira que os quatro reatores acidentados da usina de Fukushima serão desmantelados assim que possível.

A presidente da companhia nuclear francesa Areva, Anne Lauvergeon, chegou ao Japão nessa quarta-feira, acompanhada de especialistas em tratamento de água radioativa e declarou que vai aumentar a ajuda à Tepco, companhia de energia que administra a central nuclear de Fukushima.

A contaminação do oceano Pacífico por iodo radioativo atingiu ontem um nível 4 mil vezes superior ao autorizado. A companhia Tepco reconheceu que o vazamento de substâncias radioativas é contínuo, sem saber, no entanto, o ponto de origem desse vazamento. A água contaminada invadiu as salas de controle das máquinas e as galerias subterrâneas, complicando o trabalho dos técnicos. Os Estados Unidos ofereceram ao Japão robôs resistentes à radiação para trabalhar nessas áreas contaminadas.

O governo japonês rejeitou nesta quinta-feira a recomendação feita pela Agência Internacional de Energia Atômica de ampliar de 20 para 40 km o raio de evacuação das populações residentes próximas da usina. Ontem, a Agência Internacional de Energia Atômica encontrou um nível de radiação acima do tolerado em uma cidade a 40 km de Fukushima. A contaminação por iodo radioativo nas águas do Oceano Pacífico atingiu um nível 4 mil vezes superior ao normal.

 

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