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Protesto no Parlamento israelense acaba em confronto com a polícia

Jovens israelenses manifestam nesta terça-feira em Jérusalem, diante do Parlamento
Jovens israelenses manifestam nesta terça-feira em Jérusalem, diante do Parlamento Reuters/Tomer Applebaum
Texto por: RFI
3 min

 Um novo protesto em Israel contra o custo de vida nesta terça-feira acabou em um confronto com a polícia diante do Parlamento. Durante a sessão na Knesset, oganizada justamente para discutir o movimento de contestação no país, alguns jovens tentaram invadir o prédio.

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Duas pessoas foram presas durante a manifestação, que contou com a participação de 500 pessoas que carregavam bandeiras negras, aos gritos de "Justiça Social."  Quando os manifestantes chegaram diante da sede do Parlamento, os policiais reagiram e o protesto acabou em pancadaria. O movimento de contestação em Israel, sem precedentes, teve início em julho.  Os jovens israelenses denunciam o custo de vida, os altos impostos e as desigualdades sociais. No dia 6 de agosto, mais de 300 mil pessoas se reuniram no centro de Tel Aviv, em uma das maiores mobilizações da história do país. O movimento, apoiado por mais de 80% da população do país, nasceu principalmente da insatisfação de estudantes e jovens famílias.

Os membros do parlamento israelense reuniram-se nesta terça-feira, em sessão extraordinária, para discutir a crise social no país. Durante a reunião na Knesset, o Parlamento israelense, o partido Kadima, da oposição, depositou uma moção acusando o governo de Benjamin Netanyahu de não tomar as providências necessárias diante da alta do preço do imóveis, do aluguel e dos impostos. O Parlamento aceitou dar continuidade ao debate nas próximas sessões, mas o próprio premiê estava ausente na plenária.

A ex-ministra das relações exteriores de Israel, Tpizi Livni, declarou que "os israelenses decidiram que esse verão será o verão da esperança."  Temendo que a contestação ganhasse ainda mais força, o premiê israelense designou um painel de especialistas para apresentar, em um mês, propostas de reformas. Aumentar os gastos públicos, entretanto, ressaltou Netanyahu, está fora de cogitação, diante da crise finaceira e econômica mundial, que também atinge o país. Fontes ligadas ao governo israelense estimam que a revolta popular poderia exacerbar as tensões entre os membros da coalizão partidária que está no poder e levar à organização de eleições antecipadas, antes de 2013.
 

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