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Negociações de paz

Israel diz aceitar retomada do diálogo de paz com palestinos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. REUTERS/Tara Todras-Whitehill
Texto por: Ana Carolina Dani
3 min

O governo de Israel afirmou, neste domingo, ser favorável à proposta de retomada das negociações diretas com os palestinos feita pelo Quarteto para a Paz no Oriente Médio no último dia 23 de setembro. Os palestinos reagiram, denunciando uma "manobra para enganar a comunidade internacional". 

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Essa é a primeira vez que o estado hebraico reage oficialmente à proposta do Quarteto - formado pelos Estados Unidos, União Europeia, ONU e Rússia - que tenta, em vão, arrancar um acordo de paz entre israelenses e palestinos.

Em um comunicado divulgado neste domingo, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou "acolher favoravelmente a proposta sem precondições".

O texto faz ainda um apelo à Autoridade Palestina para que "deixe de lado as reservas e volte à mesa de negociações o mais rápido possível".

Em Ramalá, os palestinos não tardaram em reagir. O negociador para o processo de paz, Saëb Erakat voltou a exigir que o governo de Israel suspenda a construção de assentamentos judaicos nos territórios palestinos ocupados.

"Se ele (o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu) aceita a proposta do Quarteto, deve, então, anunciar a suspensão das construções e aceitar as fronteiras que vigoravam em 1967", disse. "O comunicado de Israel é uma manobra para enganar a comunidade internacional", completou.

Palestinos e israelenses divergem profundamente sobre a interpretação da proposta do Quarteto, feita por meio de um comunicado divulgado no dia 23 de setembro.

Os palestinos consideram que o texto inclui um apelo para a suspensão das construções de assentamentos judaicos e faz referência às fronteiras do estado de Israel antes de 1967. Já os israelenses consideram que a proposta não inclui nenhuma condição prévia.

Para retomar as discussões, os palestinos exigem uma moratória das construções de assentamentos judaicos na Cisjordânia e nos territórios anexados no leste de Jerusalém. Também pedem que as discussões levem em conta as fronteiras de Israel antes de 1967, quando o estado hebraico ainda não havia anexado a Cisjordânia, Gaza e Jerusalém.

Na última terça-feira, o governo israelense anunciou a construção de mais 1100 assentamentos no leste de Jerusalém, dificultando as negociações para a retomada do processo de paz.

 

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