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Tuberculose/OMS

Brasil é destaque em relatório da OMS que revela recuo inédito da tuberculose

O número de casos de tuberculose caiu pela primeira vez no mundo, segundo relatório da OMS.
O número de casos de tuberculose caiu pela primeira vez no mundo, segundo relatório da OMS. Niaid
3 min

A tuberculose diminui pela primeira vez no mundo, anunciou nesta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS) que manteve o apelo para os países investirem mais recursos contra todas as formas da doença, particularmente à mais resistente a medicamentos. O Brasil é citado no relatório como exemplo da diminuição expressiva de casos.  

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De acordo com o relatório anual da OMS sobre a tuberculose, 8,8 milhões de pessoas contraíram a doença no ano passado, contra 9,4 milhões no ano anterior. O número de mortes registrado no período foi de 1,4 milhão , o mais baixo nível nos últimos 10 anos, após ter atingido o recorde de 1,8 milhão em 2003.

Mas a luta contra a doença ainda precisa de 1 bilhão de dólares a mais em 2012, segundo o relatório. Para a OMS, os esforços na luta contra a chamada tuberculose multiresistente ainda sofrem com a falta de financiamento.

Em 2010, 46.000 pesoas em todo o mundo receberam tratamento contra a tuberculose multiresistente, ou seja, apenas 16% do total da população que contraiu a doença. São pacientes vítimas de uma bactéria que não responde ao tratamento clássico de 6 meses e devem ser acompanhados por um período de dois anos com a ajuda de medicamentos mais potentes e caros.

Na última década, os progressos mais notáveis para a Organização Mundial da Saúde foram realizados no Quênia e Tanzânia onde os casos recuaram após registrarem alta paralelamente à epidemia de AIDS.

Os avanços mais significativos foram registrados pelo Brasil e pela China, onde o número de mortos passou de 200 mil para 50 mil em um período de duas décadas. A incidência da doença no país caiu de 215 para 208 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, segundo a OMS.

“A tuberculose mata cada vez menos e caiu o número de pessoas que contraem a doença, É um grande progresso. Mas não podemos reduzir nosses esforços”, alertou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.

“Dois milhões de pessoas continuam a contrair a doença todos os anos e muita gente ainda morre. Faço um apelo para serem mantidos os esforços para a prevenção e o tratamento contra a tuberculose, sobretudo para os mais pobres e os mais vulneráveis do planeta”, pediu ele.
 

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