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Haiti/ONU

ONU discute redução das tropas da Minustah no Haiti

A ONU decide nesta sexta-feira uma retirada de 3250 boinas azuis da Minustah, a missão de paz da Organização no Haiti
A ONU decide nesta sexta-feira uma retirada de 3250 boinas azuis da Minustah, a missão de paz da Organização no Haiti REUTERS/Swoan Parker
Texto por: RFI
2 min

O Conselho de Segurança da ONU decidirá nesta sexta-feira se reduz o efetivo da Minustah, a missão de paz da ONU no Haiti. O Brasil, que comanda a operação, já iniciou as negociações com a Organização para a retirada dos soldados.

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O novo chefe das operações militares da ONU, Hervé Ladsous, declarou nesta quinta-feira que era possível diminuir o efetivo de Minustah de12.250 homens para 9 mil, o mesmo contigente de antes do terremoto de janeiro de 2010.

De acordo com Ladsous, o governo do Haiti é favorável à manutenção da Minustah. Uma pesquisa recente demonstrou que a maioria dos haitianos acredita que a presença da missão da ONU no país é importante, porque representa "uma segurança para a população." No dia 19 de setembro, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, confirmou, durante um encontro com o presidente haitiano, Michel Martelly, sua intenção de reduzir as tropas no país. O gasto com os boinas azuis representam cerca de 800 milhões de dólares anuais para os cofres da Organização.

O ministro brasileiro da defesa, Celso Amorim, defendeu durante um encontro da Unasul, em setembro, a retirada parcial dos soldados. O futuro da missão foi um dos principais assuntos discutidos na reunião, principalmente depois das denúncias de que cinco soldados uruguaios teriam abusado sexualmente de um jovem de 18 anos em Porto Salut, na costa do país. A cena foi filmada e publicada na Internet.  A ONU abriu uma investigação para averiguar o caso, que ainda não foi concluída.

Para Amorim, a redução do efetivo deve ser gradual e o governo precisar ter condições de assumir a segurança do país. Segundo Ladsous, hoje o Haiti tem um contigente de 4 mil policiais, mas precisaria de cerca de 20 mil nas ruas. O Brasil possui 2166 militares no Haiti.
 

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