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Síria/Direitos Humanos

ONU vota resolução condenando a violência do regime sírio

Apesar da repressão, os habitantes de Homs continuam saindo nas ruas para pedir a renúncia de Assad.
Apesar da repressão, os habitantes de Homs continuam saindo nas ruas para pedir a renúncia de Assad. REUTERS
3 min

Mais 12 civis foram mortos hoje na província de Homs, no centro da Síria, pelas forças de segurança do regime, segundo relato de opositores. Entre as vítimas estão quatro crianças ou adolescentes com idades entre 10 e 15 anos. A ONU vota hoje uma resolução condenando a violência do regime de Bashar al-Assad.

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Tanques do Exército abriram fogo contra moradores de Tal Dao, cidade da província de Homs. A versão oficial é que os habitantes não teriam respeitado o toque de recolher imposto pelos militares.

Segundo o Observatório Sírio de Defesa dos Direitos Humanos, 4 mil civis já morreram no país desde março, entre eles 280 crianças, vítimas da violência das forças de segurança.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Geral das Nações Unidas vota hoje uma resolução condenando a repressão do regime do presidente Bashar al-Assad, que se encontra cada vez mais isolado. O texto apresentado pela Alemanha, França e Reino Unido, com o apoio de 61 países árabes, condena o uso excessivo da força, prisões e execuções arbitrárias cometidas pelas forças do regime. Se a resolução for aprovada, a Síria deverá apresentar um plano para por fim à violência conforme exige a Liga Árabe.

O Brasil, que tem defendido uma solução diplomática para a crise política na Síria, também estaria disposto a condenar o uso excessivo da violência contra a população. O embaixador sírio na ONU, Bashar Jaafari, disse que uma resolução contra o regime seria como uma "declaração de guerra" contra Damasco.

A Síria conta com o apoio do Iraque e do Líbano para evitar uma eventual asfixia decorrente das sanções que a Liga Árabe pretende adotar contra o regime de Assad. Um dirigente sírio declarou hoje à Agência France Presse que o poder sírio saberia "se virar numa situação de adversidade", com a Rússia exercendo um papel de proteção política e o Irã, o Iraque e o Líbano fornecendo o oxigênio econômico" necessário para a sobreviência do regime.

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