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EUA/Iraque

"História vai julgar invasão americana ao Iraque", diz Obama

O premiê iraquiano Nouri al-Maliki ao lado do presidente americano Barack Obama.
O premiê iraquiano Nouri al-Maliki ao lado do presidente americano Barack Obama. Reuters
Texto por: Daniella Franco
2 min

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama anunciou nesta segunda-feira que a guerra no Iraque será encerrada no final deste mês, após quase nove anos de confronto. Os últimos soldados americanos deixarão o Iraque "com a cabeça erguida e com honra", segundo Obama.

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Segundo o presidente americano, a História se encarregará de julgar a decisão de invadir o país em 2003. O anúncio foi feito em conjunto com o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki, durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos.  A Casa Branca também anunciou que os Estados Unidos pretendem vender 18 aviões-caça F16 ao Iraque. "Esta transação ilustra o progresso efetuado pelo Iraque para garantir sua própria segurança e sua determinação para proteger sua soberania e sua independência", declarou o porta-voz do Conselho de segurança nacional, Tommy Vietor.

Obama também afirmou, durante a coletiva, que o país exigiu do Irã a restituição da drone RQ-170 Sentinel, o avião sem piloto do qual o país islâmico teria se apropriado na semana passada. Até hoje, a Casa Branca não havia confirmado a propriedade do aparelho. "Vamos ver como o Irã reagirá", disse o presidente norte-americano.

Logo após o anúncio de Obama, o senador norte-americano John McCain criticou o encontro dos dois presidentes, dizendo que eles falharam no acordo sobre a presença militar dos Estados Unidos no Iraque depois de 2011. "Os sacríficios dos dois povos em uma guerra que foi longa e onerosa, as necessidades de forças de segurança iraquianas e o interesse de um Iraque estável e democrático necessitavam de uma presença das tropas após o final deste ano", afirmou o ex-concorrente de Obama nas eleições presidenciais de 2008. Para o senador, os progressos alcançados pelas duas nações nesses quase nove anos estão comprometidos com uma retirada precipitada das tropas.

 

 

 

 

 

 

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