Irã/tensão

Intervenção americana para libertar réfens iranianos foi positiva, diz Irã

The aircraft carrier USS John C. Stennis transits the Straits of Hormuz in this U.S. Navy handout photo dated November 12, 2011.
The aircraft carrier USS John C. Stennis transits the Straits of Hormuz in this U.S. Navy handout photo dated November 12, 2011. REUTERS/U.S. Navy

Apesar do aumento da tensão entre o Irã e os Estados Unidos no estreito de Ormuz, onde o governo iraniano continua realizando manobras navais e ameaça fechar o canal em caso de novas sanções, o regime de Ahmadinejad qualificou de ‘gesto positivo’ a atitude americana. A marinha do país libertou 13 reféns iranianos das mãos dos piratas somalis.

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Em entrevista ao canal Al-Alam, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, disse que "a ação das forças americanas, que salvaram a vida dos marinheiros iranianos, é um gesto humanitário positivo, e todas as nações deveriam ter a mesma atitude."

Os 13 marinheiros iranianos estavam há 45 dias nas mãos de piratas somalis. Na quinta-feira, o destroyer USS Kid, um dos navios de guerra que escolta o porta-aviões John C. Stennis, recebeu um pedido de socorro do navio Al Molai. De acordo com um comunicado do serviço de investigação da Marinha americana, a embarcação estava sem provisões e os marinheiros sendo obrigados a realizar atividades de pirataria. De acordo com o capitão do USS Kid, John Kirby, porta-voz do Pentágono, os americanos deram combustíveis e provisões aos iranianos.

A agência Fars adotou um tom mais provocativo. De acordo com um comunicado, a ação foi “holywoodiana”, e serve de propaganda para o governo americano. "A marinha iraniana socorreu diversos navios estrangeiros que estavam na mãos de piratas, e a mídia estrangeira nunca deuatenção para o fato", diz o texto.

A intervenção americana ocorre em um momento de extrema tensão no estreito de Ormuz. O governo iraniano, que executa manobras navais na região, ameaça fechar o canal em caso de novas sanções contra as exportações de petróleo do país, em razão de seu controverso programa nuclear. Na terça-feira, o general Attaollah Salehi, chefe das forças armadas iranianas, lançou um alerta contra os Estados Unidos, pedindo que o porta-aviões americano não retorne ao Golfo Pérsico. Mas o governo americano deve manter seus navios na região, e qualificou as ameaças iranianas de ‘sinal de fraqueza. ‘
 

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