OIT/Relatório

Mundo deve criar 600 milhões de novos empregos, afirma OIT

Sala de espera de uma agência de empregos pública no norte da Espanha, um dos países da Zona do Euro mais afetados pela crise global.
Sala de espera de uma agência de empregos pública no norte da Espanha, um dos países da Zona do Euro mais afetados pela crise global. REUTERS/Felix Ordonez

As perspectivas para a criação de emprego no mundo são sombrias em um momento em que será necessário criar cerca de 600 milhões de novos postos de trabalho para garantir um crescimento sustentável e manter a coesão social. Essa é uma das conclusões do relatório sobre tendências mundiais do emprego divulgado nesta terça-feira, em Genebra, pela Organização Internacional do Trabalho.

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“Apesar dos esforços dos governos, a crise do emprego não dá trégua; um em cada três trabalhadores, ou seja, 1,1 bilhão de pessoas, estão desempregadas o vivem abaixo da minha de pobreza”, lamentou o diretor-gerente da Agência Internacional do Trabalho (BIT, na sigla em francês), Juan Somavia.

Segundo ele, a criação de empregos na economia deve ser “a prioridade número 1”. Os empregos deverão ser criados principalmente pelo setor privado, de acordo com a OIT, que pede aos responsáveis políticos “agir de maneira determinada e coordenada para reduzir os temores e dúvidas que fream os investimentos privados, para que o setor privado possa relançar o principal instrumento de criação mundial de empregos”.

Em 2011, cerca de 200 milhões de pessoas estiveram desempregas no mundo, ou seja, um número recorde, de acordo com Juan manuel Salazar, diretor da OIT encarregado do emprego.

O número é ainda maior se forem incluídos os 27 milhões de trabalhadores que deixaram voluntariamente o mercado de trabalho pelas dificuldades de encontrar um emprego formal. Neste contexto estão principalmente os jovens que retomaram os estudos após já terem concluído um ciclo de formação estudantil.

Todos os anos, cerca de 40 milhões de pessoas engrossam as estatísticas dos que procuram um emprego, de acordo com a OIT. Para 2012, a estimativa da Organização Mundial do trabalho é de um aumento, em média, de 3 milhões de desempregados em todo o mundo. Mas, se a taxa de crescimento mundial cair para menos de 2% este ano, o número de pessoas a procura de um trabalmho pode aumentar em 4 milhões e não apenas 3 milhões como inicialmente previsto pela OIT.

Jovens

Os jovens continual como as principais vítimas da falta de oferta de trabalho. Em 2011, cerca de 74 milhões de jovens entre 15 e 24 anos estavam desempregados, ou seja, um aumento de 4 milhões desde 2007. As dificuldades de um jovem encontrar trabalho são três vezes maiores que um adulto e a taxa de desemprego a nível mundial é de 12,7%

Segundo a OIT, mais de 900 milhões de trabalhadores em todo o mundo vivem abaixo da linha da pobreza fixada pelo Banco Mundial, o que significa que vivem com menos de 2 dólares por dia. O número corresponde a um aumento de 55 millhões de pessoas em relação ao período anterior à crise de 2008. A metade dessas 900 millhões de pessoas vivem abaixo da linha de extrema pobreza, ou seja, com menos de 1,25 dólares por dia.

 

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