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Síria/violência

EUA e UE condenam morte de jornalistas na Síria

A cidade de Homs, reduto da oposição, onde morreram os jornalistas Marie Colvin e o fotógrafo  francês Rémi Ochlik.
A cidade de Homs, reduto da oposição, onde morreram os jornalistas Marie Colvin e o fotógrafo francês Rémi Ochlik. REUTERS/Stringer
Texto por: Taíssa Stivanin
3 min

A comunidade internacional reagiu nesta quarta-feira à morte dos jornalistas Marie Colvin, correspondente de guerra para o Sunday Times, e o fotógrafo francês Rémi Ochlik, vítimas de um bombardeio no centro de imprensa da oposição síria em Homs. Nesta quarta-feira, o Conselho Nacional Sírio não descartou a possibilidade de uma intervenção militar.  

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Além de Marie Colvin e e Rémi Ochlik, outros quatro jornalistas também ficaram feridos nesta quarta-feira. Para o chanceler francês Alain Juppé, o governo sírio é o responsável pelas mortes. A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, também condenou o ataque e disse estar estarrecida com a situação no país. Para o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, a "brutalidade do regime de Assad está cada vez mais evidente", ressaltando que a violência "deve parar 'imediatamente.' O governo britânico também convocou o embaixador sírio no país, Sami Khiyami, para consulta. Além dos jornalistas, outros 24 civis morreram em Homs nesta quarta.

Em resposta à violência contra a população e à morte dos jornalistas, a União Europeia vai adotar uma nova série de medidas contra a Síria, que devem ser anunciadas na próxima segunda-feira, segundo fontes diplomáticas. As sanções incluem um bloqueio dos ativos do Banco Central, a interdição de transações financeiras e do comércio de metais preciosos, como o ouro, e um embargo do transporte aéreo de mercadorias. Sete pessoas, a maior parte membros do regime de Bachar al-Assad, também foram incluídas em uma lista de 150 pessoas proibidas de entrar na Europa.

Paralelamente, a Europa também organiza planos para evacuar os cidadãos europeus e estrangeiros para o Líbano e a Jordânia. A interrupção da importação de fosfato por enquanto não adotada, já que os europeus compram cerca de 40% do fosfato sírio, utilizado em fertilizantes.

Oposição não rejeita intervenção armada

Diante do aumento da violência, o Conselho Nacional Sírio pediu a criação de zonas de proteção, e sua porta-voz, Basma Kodmani, estimou que uma intervenção militar "poderia ser a única opção." Até agora, o Conselho Nacional Sírio, que representa a oposição, tinha sido contrário a essa iniciativa. Os rebeldes também pediram aos participantes da Conferência sobre a Síria, que acontece nesta sexta-feira em Túnis, que não impedissem os países de ajudar a oposição, enviando conselheiros militares, treinando rebeldes e fornecendo armas. As organizações não-governamentais, por sua vez, propuseram a negociação de uma trégua de duas horas por dia para encaminhar ajuda humanitária.

Paralelamente, o presidente russo Dmitri Medvedev reuniu-se nesta quarta-feira com o chefe de estado iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e ambos se pronunciaram contra "uma ingerência externa." A Rússia e a China, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, votaram contra uma resolução condenando a violência no país e receberam diversas críticas da comunidade internacional.

 

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