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Síria/Conflito

Jornalistas franceses pedem ajuda na Síria

Vídeo divulgado na internet nesta quinta-feira mostra a jornalista francesa, Edith Bouvier, pedindo ajuda, após sobreviver a ataque.
Vídeo divulgado na internet nesta quinta-feira mostra a jornalista francesa, Edith Bouvier, pedindo ajuda, após sobreviver a ataque. Reprodução / TV
Texto por: RFI
3 min

Jornalistas franceses sobreviventes do ataque ao centro de imprensa no bairro de Baba Amro na cidade de Homs, na Síria, há um dia, lançam vídeo na web nesta quinta-feira pedindo ajuda. Edith Bouvier, jornalista do Le Figaro, e William Daniels, do Figaro Magazine e Time Magazine, presenciaram a morte dos colegas Rémi Ochlik, fotógrafo, e da jornalista de guerra americana, Marie Colvin.

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Bouvier tem uma dupla fratura no fêmur e precisa de uma intervenção cirúrgica urgente. "Eu preciso ser operada o mais rápido possível. Aqui os médicos nos trataram muito bem, o tanto que eles podem. Mais não podem fazer uma operação cirúrgica. Eu preciso de um cessar-fogo, de um veículo com equipamento médico ou, em todo caso, em bom estado que nos conduza até o Líbano para poder ser tratada o mais rápido possível", diz.

Rússia e China reforçaram nesta quinta-feira sua oposição a qualquer tipo de intervenção no país. Ambos têm poder de veto no Conselho de Segurança da ONU. O governo russo, no entanto, estaria disposto a apoiar uma trégua cotidiana para permitir a entrada de ajuda humanitária, mas não a abertura de corredores humanitários, o que significaria a presença de tropas de potências ocidentais ou das nações unidas.

Veja o vídeo original postado no site Youtube:

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, classificou a morte dos jornalistas de "assassinato". A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, também condenou o ataque e disse estar estarrecida com a situação no país. Para o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, a "brutalidade do regime de Bashar al Assad está cada vez mais evidente" e ressaltou que a violência "deve parar 'imediatamente.' Além dos jornalistas, outros 24 civis morreram no mesmo ataque em Homs.

Em resposta à violência contra a população e à morte dos jornalistas, a União Europeia vai adotar uma nova série de medidas contra a Síria, que devem ser anunciadas na próxima segunda-feira, de acordo com fontes diplomáticas. O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos anunciou nesta quinta-feira, que dispõem de uma lista de responsáveis sírios políticos e militares suspeitos de implicações em crimes contra a humanidade.

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Ao todo, sete jornalistas morreram em ataques no país. Já o correspondente do New York Times, Anthony Shadid, morreu há uma semana vítima de complicações de saúde, possivelmente ligadas às condições que encontrou no local. O regime sírio baniu a maior parte dos profissionais de mídias internacionais depois do início da rebelião em 2011, mas agora concede vistos temporários para jornalistas acompanhados por membros do governo.
 

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