Síria/Crise

Kofi Annan espera que Assad responda hoje às propostas para crise

Bashar al-Assad, presidente sírio, durante encontro com o emissário Kofi Annan, no sábado.
Bashar al-Assad, presidente sírio, durante encontro com o emissário Kofi Annan, no sábado. Reuters/Sana/Handout
Texto por: RFI
2 min

O presidente sírio Bachar al-Assad deve dar uma reposta hoje às propostas do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, que fez sugestões concretas para uma saída da crise. Diversas manifestações devem ocorrer no país, em protesto aos massacres de civis realizados pelas forças do poder.  

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O acontecimento diplomático mais importante de hoje é a esperada resposta do regime sírio às propostas de saída da crise levadas pelo mediador Kofi Annan, em nome das Nações Unidas e da Liga Árabe. Entre os tópicos apresentados, estão um cessar fogo imediato e o acesso das organizações humanitárias para uma ajuda de emergência.

A violência de Assad contra seu povo tem indignado a comunidade internacional e os protestos acontecem em cadeia. Desta vez, mais de cinquenta personalidades internacionais, entre elas, o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, além de laureados do Prêmio Nobel da Paz e intelectuais, assinaram um manifesto publicado nos jornais Financial Times, da Inglaterra, e Le Figaro, da França, com apelo para o Conselho de Segurança da ONU retirar do presidente Bashar al-Assad o que chamam de "direito de matar".

Violências

O horror cotidiano continua em diversas regiões na Síria e os combates entre militares e desertores se multiplicam.

Cerca de dez soldados sírios foram mortos em uma emboscada por um grupo de desertores na província de Idlib, na região noroeste do país, de acordo com o Observatório Sírio de defesa dos Direitos Humanos.

A segunda-feira foi marcada pela descoberta macabra de 50 corpos de mulheres e crianças, esfaqueadas, degoladas e queimadas.

 

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