EUA / Coreia do Sul

Líderes mundiais debatem medidas para prevenir terrorismo nuclear

O presidente americano, Barack Obama, cumprimenta o presidente da China, Hu Jintao, durante encontro bilateral antes da Cúpula de Segurança Nuclear em Seul, nesta segunda-feira (26/03/2012).
O presidente americano, Barack Obama, cumprimenta o presidente da China, Hu Jintao, durante encontro bilateral antes da Cúpula de Segurança Nuclear em Seul, nesta segunda-feira (26/03/2012). REUTERS/Larry Downing
Texto por: RFI
3 min

Chefes de governo e Estado de 57 países participaram nesta segunda-feira em Seul das primeiras reuniões da 2ª Cúpula de Segurança Nuclear. O objetivo principal do encontro é a prevenção do terrorismo atômico, além do debate sobre os programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a evocar uma redução do arsenais nucleares americano e russo.

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Ricardo Sousa, correspondente da RFI em Tóquio

A cúpula começa em meio ao clima de tensão provocado pelo projeto norte-coreano de lançamento de um satélite de observação, em abril. Diversos países alegam que o projeto nada mais é do que um teste para o lançamento de um míssil de longo alcance.

Horas antes do início do evento, em um discurso diante de estudantes sul-coreanos, Barack Obama mandou um recado direto para a Coreia do Norte. Ele disse que os Estados Unidos querem a paz com Pyongyang mas as provocações e a decisão do governo comunista em manter seu programa nuclear só enfraquecem a segurança que o país procura.

Embora o principal objetivo do encontro seja a promoção da cooperação para o reforço da segurança de materiais nucleares, evitando que eles caiam em mãos de grupos terroristas, a segurança das centrais nucleares civis assumiu um lugar de destaque na agenda com a recente crise na usina nuclear de Fukushima, no Japão.

A crise que o devastador tsunami de março do ano passado desencadeou na usina Fukushima 1 fez com que os tradicionais conceitos de segurança nuclear fossem questionados e, ao mesmo tempo, abalou a confiança do público nas centrais atômicas.

Por isso, a expectativa é que o encontro discuta medidas para a restauração desta confiança e maior eficácia na integração entre a segurança nas usinas de energia atômica e o combate a crimes nucleares.

Nos encontros preparatórios da cúpula, cuja primeira edição foi realizada em Washington em 2010, os participantes insistiram na necessidade de que no comunicado oficial produzido na reunião constem as lições aprendidas com o acidente nuclear em Fukushima.

O Brasil é representado no encontro pelo vice-presidente Michel Temer.

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