Síria/Conflito

Síria aceita proposta de paz de Kofi Annan, sem estipular prazo

Kofi Annan durante sua visita à China nesta terça-feira.
Kofi Annan durante sua visita à China nesta terça-feira. REUTERS/Lintao Zhang/Pool
Texto por: RFI
3 min

Através de uma carta enviada ao emissário da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, o governo de Bashar al-Assad afirma que aceita o plano proposto por ele para acabar com a violência no país, mas não estipula um prazo para sua aplicação. Mais de nove mil pessoas já morreram no conflito sírio. Annan considerou a decisão do regime sírio como “uma etapa inicial importante” para resolver a crise no país, mas disse que é preciso esforços para implementar o plano

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Segundo o porta-voz do emissário, “a resposta positiva de Damasco permitirá criar um clima propício para um diálogo político que responda às aspirações legítimas do povo sírio”.

O plano de Annan havia sido apresentado a Bashar al-Assad no dia 10 de março e aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU onze dias depois. Nos seis pontos do documento, ficam estabelecidos a retirada de armas pesadas e tropas de centros populacionais, o fim de toda forma de violência armada sob supervisão das Nações Unidas, o acesso livre de assistência humanitária a todas as zonas afetadas pelos combates, a libertação de pessoas detidas arbitrariamente, a liberdade de circulação e a permissão para entrada e saída de jornalistas.

O anúncio da decisão do governo sírio foi feito no momento em que Kofi Annan visitava Pequim para pedir ajuda da China para a sua missão. Ele foi recebido pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que prometeu apoiá-lo em sua mediação. Antes de chegar à China, o emissário da ONU e da Liga Árabe para a Síria foi a Moscou. Rússia e a China são acusados por países ocidentais de dar apoio ao presidente Bashar al-Assad e impedir a aplicação de resoluções internacionais para acabar com a violência na Síria.

Presidente sírio inspeciona Homs

Nesta terça-feira, Bashar al-Assad esteve na cidade de Homs, no bairro de Baba Amr, que era dominado pelos rebeldes até o dia 1° de março, quando o exército sírio retomou o controle. Durante a passagem do presidente, militantes que continuam organizando contestações no local disseram que muitos bairros de Homs continuam sendo reprimidos pelas forças de segurança.

Segundo o Obervatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos 13 pessoas (7 civis) morreram no país nesta terça-feira durante combates entre soldados das forças de segurança e desertores.

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