Síria/Repressão

União Europeia impõe novas sanções à Síria

Asma al-Assad, esposa do presidente sírio, é criticada pela imprensa internacional por continuar comprando produtos de luxo durante a crise que seu país atravessa.
Asma al-Assad, esposa do presidente sírio, é criticada pela imprensa internacional por continuar comprando produtos de luxo durante a crise que seu país atravessa. REUTERS/Yves Herman

A União Europeia decidiu hoje impôr novas sanções ao regime do presidente sírio Bashar al-Assad, com a restrição das exportações de material usado na repressão dos opositores e de produtos de luxo. Essa última medida, de caráter sobretudo simbólico, visa mostrar aos dirigentes da Síria que os eventos no país também têm consequências sobre seu estilo de vida.

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Os europeus ainda devem decidir como será aplicada a medida sobre os produtos de luxo, mas ela revela uma condenação dos gostos luxuosos do casal presidencial. A esposa de Bashar al-Assad, Asma, foi recentemente criticada pela imprensa internacional por continuar comprando produtos de luxo durante a grave crise que seu país atravessa.

A União Europeia também vai aumentar a lista de restrições a equipamentos que possam ser usados na repressão interna da oposição. Alguns desses produtos serão proibidos e outros precisarão de um processo de autorização especial, caso a caso, para serem exportados para a Síria.

A decisão foi tomada durante uma reunião dos embaixadores dos 27 países do bloco nesta manhã, em Luxemburgo, antes de um encontro dos ministros europeus das Relações Exteriores. As novas sanções são uma resposta às violações cotidianas do cessar-fogo por parte das forças do governo.

Suíça

O governo suíço anunciou hoje um endurecimento das medidas contra o regime sírio e impôs sanções a Anisa e Asma al-Assad, respectivamente mãe e esposa do presidente Bashar al-Assad.

A lista de novas pessoas visadas pelas sanções da Suíça inclui ainda os nomes de Bushra al-Assad, a irmã do chefe de Estado sírio, e de Manal al-Assad, a esposa de Maher, o irmão caçula do presidente, que dirige a guarda republicana.

Sete ministros, um empresário e duas companhias petrolíferas também estão inscritas na lista das pessoas e entidades visadas pelas sanções.

Violência

Enquanto isso na Síria, os observadores da ONU encarregados de monitorar o cessar-fogo iniciaram sua segunda semana de missão com visitas à periferia de Damasco.

Apesar da presença de dois dos observadores em Homs, principal centro da contestação no país, desde o último sábado, as forças do governo mataram ontem três civis na cidade, e três outros nos arredores, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. A ONG recenseou um total de 17 mortos em todo o país neste domingo. Desde a entrada em vigor do cessar-fogo no dia 12 avril, mais de 200 pessoas já morreram.

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