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Egito/ eleições

Egípcios elegem o primeiro presidente após queda de Mubarak

Eleitore fazem fila para votar na manhã deste sábado, no Cairo.
Eleitore fazem fila para votar na manhã deste sábado, no Cairo. REUTERS/Ahmed Jadallah
Texto por: RFI
3 min

Os egípcios elegem hoje e amanhã o primeiro presidente depois da queda do regime de Hosni Mubarak, em fevereiro do ano passado. Nas urnas, o candidato islamista Mohammed Morsi, da Irmandade Muçulmana, enfrenta o Ahmad Shafiq, o último primeiro-ministro do ex-ditador, visto por muitos como a continuação do regime.

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Mais de 50 milhões de eleitores estão convocados a participar das eleições, as primeiras livres após 31 anos. Longas filas se formaram nas seções de voto na capital, Cairo, que se abriram às 8h no horário local, 3h em Brasília. O primeiro turno ocorreu em maio.

Os resultados do segundo turno devem sair até o dia 21 de junho. A corrida presidencial dividiu o país entre os que temem o retorno do antigo regime, através de Shafiq, e os que desconfiam da ascensão do partido islâmico ao poder, no caso de vitória de Morsi.

“Tenho medo de Morsi mas votei nele, porque tenho ainda mais medo de Shafiq. Não queremos mais ninguém da era Mubarak”, afirmou Nagwan Gamal, uma eleitora de 26 anos, à agência AFP.

Entre a minoria cristã copta que vive no Egito, a preferência é clara pelo ex-premiê, devido aos temores de que a Irmandade Muçulmana promova uma perseguição às outras crenças, em país de maioria muçulmana. Shafiq, um general aposentado, centrou sua campanha nos temas da segurança.

Cerca de 150 mil militares estão destacados para assegurar o pleito, que permanecerão abertos até às 21h (16h em Brasília). Hoje e amanhã, quando se encerra o segundo turno, foram declarados feriado para incentivar a população a ir às urnas.

As eleições ocorrem em um momento de incertezas sobre o futuro, uma vez que os poderes do futuro presidente não foram inteiramente determinados. Os opositores responsáveis pela revolução que derrubou Mubarak suspeitam que o Conselho Supremo das Forças Armadas deseja manter um papel central na cena política egípcia, apesar do comprometimento em devolver o poder aos civis após o pleito. O Exército assume o governo do país desde a queda do antigo regime.
 

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