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Egito/Israel

Hamas nega participação no atentado contra policiais egípcios no Sinai

Um veículo militar egípcio queimado, após um ataque contra guardas de fronteira no Sinai.
Um veículo militar egípcio queimado, após um ataque contra guardas de fronteira no Sinai. REUTERS/Amir Cohen
Texto por: RFI
2 min

O Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza, denunciou nesta segunda-feira que Israel estaria veiculando “rumores” de que militantes palestinos tenham participado do ataque que provocou a morte de 16 policiais egípcios, na região do Sinai.

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O chefe das forças de segurança do Hamas, Jamal al-Jarrah, declarou no site do Ministério do Interior do Hamas, que seus serviços de defesa nacionais estão em “estado de alerta”.

As autoridades palestinas condenaram o ataque que ainda não foi reivindicado e se comprometeram a ajudar o Egito na identificação dos culpados. Já o governo egípcio prometeu uma resposta à altura do atentado ocorrido no domingo, em sua zona de fronteira com Israel e os territórios palestinos. Uma autoridade egípcia declarou que os responsáveis pela ação seriam “radicais islâmicos” vindos da Faixa de Gaza.

O primeiro-ministro e o ministro da Defesa israelenses, Benjamin Netanyahu e Ehud Barak, estiveram nesta segunda-feira no local do ataque. O premiê declarou que “Israel e o Egito têm um interesse comum em ter uma fronteira calma” e que o ocorrido mostra que “Israel deve contar apenas consigo mesmo para assegurar sua segurança”.

O Cairo anunciou o fechamento de sua fronteira com a Faixa de Gaza, suprimindo assim a única porta de saída e entrada do território. Durante o ataque, os militantes recuperaram dois tanques que pertenciam aos guardas de fronteira egípcios. Um deles foi destruído pela aviação israelense. No contra-ataque, oito militantes foram mortos por soldados do exército de Israel.

O deserto do Sinai tem se consolidado como uma zona de crescente instabilidade, desde a queda do regime do ex-ditador Hosni Moubarak, em fevereiro de 2011. A morte dos guardas de fronteira é um teste diplomático para o novo presidente egípcio, Mohamed Morsi, representante da Irmandade Muçulmana, que está no cargo apenas desde o final de junho.

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