Morte/Arafat

Juízes franceses vão a Ramallah investigar morte de Arafat

O ex-líder da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, morto em 2004.
O ex-líder da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, morto em 2004. Wikipédia

A justiça francesa informou formalmente as autoridades palestinas de sua intenção de enviar juízes a Ramallah para investigarem a morte de Yasser Arafat. Os representantes da França devem retirar amostras do cadáver do dirigente palestino, a fim de investigarem a teoria de que ele tenha sido envenenado.

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Uma fonte próxima da investigação confirmou à Agência France Presse a informação divulgada pela revista semanal francesa L'Express. Três juízes franceses devem ir a Ramallah no final de novembro para retirarem amostras do corpo do dirigente palestino.

A teoria de um envenenamento de Yasser Arafat voltou a circular após a difusão em julho de um documentário do canal de televisão Al Jazeera revelando a presença de quantidades anormais de polônio nos objetos pessoais do líder palestino. Esses objetos foram entregues por sua viúva, Souha, ao canal do Catar, que os enviou a um laboratório suíço para exames.

Os trabalhos de abertura da sepultura de Yasser Arafat começaram nesta terça-feira e devem continuar por ao menos 15 dias em Ramallah. Segundo o site web da revista L'Express, os juízes estarão em Ramallah de 25 de novembro a primeiro de dezembro, acompanhados de policiais da brigada criminal e de um médico-legista, a fim de realizar a exumação e transferir o corpo de Yasser Arafat em um instituto médico-legal, onde serão retiradas as amostras para exame.

Segundo a revista, as análises serão feitas em Paris pelo Toxlab, um laboratório já encarregado de examinar os elementos médicos recolhidos no hospital Percy de Clamart, perto de Paris, onde Yasser Arafat faleceu em 2004. O resultado dos exames deve sair somente no início de 2013.

O objetivo dos juízes franceses também será recuperar as roupas do defunto, identificar e ouvir os testemunhos de pessoas "que trabalharam" com ele e "que conviveram com ele entre primeiro de janeiro e 28 de outubro de 2004", especificou L'Express.

Segundo a revista, a justiça francesa também deve enviar representantes à Suíça para recolher os relatórios realizados pelo laboratório que analisou os objetos pessoais de Yasser Arafat e a Túnis, a fim de interrogar o ex-neurologista de Arafat, FAyçal Hentati, que o acompanhou até sua morte.

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