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Israel/Palestinos

Exército israelense mata chefe militar do Hamas

O líder militar do Hamas, Ahmed Jaabari, morreu em consequência de um ataque aéreo israelense contra o carro em que viajava na Faixa de Gaza.
O líder militar do Hamas, Ahmed Jaabari, morreu em consequência de um ataque aéreo israelense contra o carro em que viajava na Faixa de Gaza. REUTERS/Ali Hassan
Texto por: RFI
6 min

O chefe das operações militares do braço armado do movimento fundamentalista palestino Hamas, Ahmad Jaabari, foi assassinado nesta quarta-feira em um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza. O exército israelense anunciou  que esse foi o início de uma operação militar contra os grupos armados da Faixa de Gaza. O Hamas prometeu uma resposta maciça e disse que Israel "abriu as portas do inferno". 

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"O exército israelense visava Ahmad Jaabari, chefe do braço armado do Hamas na Faixa de Gaza", confirmou o exército em um comunicado, acrescentando que Jaabari era "diretamente responsável pela execução de atentados terroristas contra o Estado de Israel nos últimos anos".

A operação, conduzida em conjunto com o serviço de segurança interna israelense, o Shin Beth, "visava paralisar a cadeia de comando e de controle da direção do Hamas, assim como sua infraestrutura terrorista", segundo o texto. O guarda-costas que acompanhava Jaabari ficou ferido no atentado.

Daniela Kresch, correspondente da RFI em Israel

O exército israelense também informou que a "eliminação" de Jaabari foi o início de uma operação militar contra os grupos armados da Faixa de Gaza.

"Após os tiros de mísseis desses últimos dias contra Israel, o chefe do Estado-Maior decidiu autorizar uma operação contra as organizações terroristas de Gaza: o Hamas, o Jihad islâmico e outras organizações", declarou o porta-voz do exército.

Na Faixa de Gaza, aparelhos israelenses realizaram seis ou sete ataques aéreos sobre todo o território do enclave palestino. Segundo testemunhas, dezenas de tanques estariam estacionados perto da barreira de segurança entre Israel e a Faixa de Gaza.

Um novo ciclo de violência na fronteira entre o território palestino e Israel teve início no último final de semana, durante o qual sete palestinos - quatro civis e três combatentes - foram mortos e cerca de outros 35 feridos. Do lado israelense contam-se até agora oito feridos, dos quais quatro soldados.

Os Estados Unidos estão "acompanhando de perto" a evolução da situação na Faixa de Gaza após a eliminação do chefe das operações militare do Hamas e apoiam o direito de Israel de se "defender contra o terrorismo", declarou nesta quarta-feira um porta-voz do Pentágono.

Hamas

O braço armado do movimento palestino Hamas prometeu nesta quarta-feira uma resposta maciça a Israel pelo assassinato de seu chefe Ahmad Jaabari, afirmando em um comunicado que os israelenses haviam "aberto as portas do inferno".

As Brigadas Ezzedine al-Qassam declaram "estar de luto pela morte de um de seus principais chefes, Ahmad Jaabari, e se comprometem a continuar no caminho da resistência", segundo o texto, garantindo que "o ocupante abriu sobre ele mesmo as portas do inferno".

O porta-voz do governo do Hamas em Gaza, Taher al-Nounou, declarou à agência France Presse que "Israel carrega a responsabilidade desses crimes e de suas graves consequências". "Pedimos à comunidade internacional que pare o massacre do nosso povo, que tem o direito de se defender", disse ele.

Ahmad Jaabari, cuja última aparição pública data de 18 de outubro de 2011, no momento em que o soldado israelense Gidal Shalit foi entregue aos mediadores egípcios, aderiu ao Hamas durante sua detenção por Israel, após ter sido preso em 1982 por planificação de operações anti-israelenses.

Oficialmente tenente das Brigadas Ezzedine al-Qassam, o braço armado do Hamas, Ahmad Jaabari era conhecido na Faixa de Gaza como "o general", ou "o chefe de Estado maior".Ele se tornou o chefe executivo em 2003, após o ataque israelense que feriu Mohammed Deif, então comandante das operações.

O próprio Jaabari já havia sido alvo de uma tentativa de assassinato israelense em 2004, quando um ataque aéreo matou seu filho mais velho, seu irmão e vários primos seus.

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