Síria/Conflito

França propõe fim de embargo para armar rebeldes sírios

Bombardeio da Força Aérea da Síria contra a cidade de Idlib nesta quarta-feira.
Bombardeio da Força Aérea da Síria contra a cidade de Idlib nesta quarta-feira. REUTERS/Ahmed Noor/Shaam News Network/Handout

A França vai consultar seus parceiros europeus sobre um eventual suspensão do embargo de armas defensivas para ajudar os opositores do regime de Bashar al-Assad. No próximo sábado, o presidente francês, que reconheceu a oposição síria, receberá o chefe da coalizão Ahmad Moaz al-Khatib.

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Em entrevista à rádio RTL, o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, disse que a França vai consultar seus parceiros europeus sobre o fim do embargo de armas defensivas para ajudar a oposição síria. Atualmente, lembrou o chanceler nenhuma arma foi enviada pelo bloco ao país porque há um embargo em vigor. O ministro disse que atende um pedido da oposição síria.

A posição de França é de que não se deve militarizar o conflito, mas considera inaceitável que existam zonas liberadas que estejam sendo bombardeadas pelos aviões de Bashar al-Assad. Por isso, o chanceler defende a discussão sobre um armamento defensivo para os opositores do regime.

O tema será discutido na reunião que Fabius terá nesta quinta-feira em Paris com os chanceleres da Alemanha, Polônia, Itália e Espanha, além de representantes do ministério da Defesa. No início da semana que vem está programada uma reunião dos ministros das Relações Exteriores da União Europeia.

Líder da oposição síria em Paris

No próximo sábado, o presidente francês François Hollande, que reconheceu a coalizão da oposição síria como única representante do país, receberá o líder da coalizão, Ahmad Moaz al-Khatib, em Paris.

Washington anunciou apoio à coalizão criada no último domingo, mas se recusa a reconhecer a entidade como única representante do povo sírio. Damasco qualificou ontem de "declaração de guerra" a união da oposição síria.

Crise humanitária

A região de Damasco é alvo nesta quinta-feira de intensos bombardeios. A situação humanitária em duas cidades da periferia da capital síria é crítica, segundo observatório sírio de defesa dos direitos humanos. Neste início de inverno, falta luz na região e os moradores estão se refugiando em abrigos para se proteger dos ataques aéreos.

A ONG anunciou hoje que desde o início da revolta contra o presidente Bashar al-Assad, há 20 meses, os combates entre as forças do regime e seus opositores já deixaram 39 mil mortos, a maioria civis.
 

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