Europa/Síria

Inglaterra pode reconhecer nos próximos dias oposição síria

O chanceler britânico, William Hague, se disse "entusiasmado", após encontrar em Londres o líder da oposição síria, Ahmad Moaz Al-Khatib.
O chanceler britânico, William Hague, se disse "entusiasmado", após encontrar em Londres o líder da oposição síria, Ahmad Moaz Al-Khatib. REUTERS/Francois Lenoir

O chefe da diplomacia britânica, William Hague, classificou nesta sexta-feira de “crível e alternativa política” para o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, a nova Coalizão da oposição síria criada no domingo, em Doha, no Catar. A Inglaterra pode vir a reconhecer a entidade nos próximos dias.

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O chanceler britânico se disse "entusiasmado", após encontrar em Londres o líder da oposição síria, Ahmad Moaz Al-Khatib, que realizou sua primeira visita à uma capital ocidental. A Grã-Bretanha quer conhecer o “projeto claro de transição” da “Coalizão Nacional Síria das Forças de Oposição e da Revolução” antes de proclamar seu apoio. “Nós gostaríamos de poder reconhecê-la como o único representante legítimo do povo sírio, mas eu quero saber mais sobre os seus projetos",declarou o chanceler à rede inglesa BBC.

Qual espaço será acordado às minorias, como a curda? Qual o apoio que a coalizão tem dentro da própria Síria? Essas são algumas das questões importantes que Al-Khatib terá que responder para conquistar o reconhecimento do governo britânico.

A França, as monarquias do Golfo e a Turquia foram os primeiros países a reconhecer o órgão como o único representante do povo sírio e como o futuro governo provisório de uma Síria democrática.

No sábado, o chefe da Coalizão segue para Paris, onde será recebido pelo presidente francês, François Hollande, que pressiona para por fim ao embargo europeu que impede a entrada de armas na Síria. Dessa forma, não haveria mais barreiras legais que impeçam a França de armar as forças rebeldes contra o governo de al-Assad.

Londres também estuda a iniciativa francesa de levantar o embargo de armas para ajudar a oposição síria enfrentar o regime. Até o momento, lembrou o chanceler Hague, a ajuda britância aos opositores foi somente "não letal". 

Conflito

Os bairros do sul da capital Damasco foram alvos de bombardeios do exército de al-Assad, nesta sexta-feira, segundo informações do OSDH, Observatório Sírio de Direitos Humanos. Militantes contra o regime convocaram novas manifestações a favor da criação do organismo, que reune boa parte dos movimentos de oposição sírios. Muitas ruas estão fechadas à circulação e as barragens das forças do regime se multiplicam.

Os rebeldes se concentram na periferia da capital síria. Já em Aleppo, coração econômico do país, os confrontos acontecem próximos ao aeroporto militar de Nayrab, enquanto os bairros da cidade continuam sendo bombardeados. De acordo com o OSDH, os confrontos que começaram há 20 meses, já provocaram a morte de pelo menos 39 mil pessoas.
 

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