Israel/Faixa de Gaza

Atentado em Tel Aviv deixou 17 feridos; governos condenam agressão a civis

Imagem do ônibus danificado pela explosão desta quarta-feira, 21 de novembro de 2012, no centro de Tel Aviv, em Israel.
Imagem do ônibus danificado pela explosão desta quarta-feira, 21 de novembro de 2012, no centro de Tel Aviv, em Israel. REUTERS/Nir Elias

Um novo balanço dos serviços de resgate israelenses informa que a explosão ocorrida na manhã de hoje num ônibus que circulava no centro de Tel Aviv deixou 17 feridos. O governo de Israel, que lidera há oito dias ofensiva militar na Faixa de Gaza, evoca um "ataque terrorista". Desde março do ano passado, Israel não sofria um atentado a bomba. Vários governos condenaram a agressão contra civis.

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A explosão aconteceu em um ônibus da companhia Dan, que fazia a ligação de dois bairros periféricos de Tel Aviv. No momento da deflagração, o ônibus passava perto da sede do Ministério da Defesa. Na Faixa de Gaza, palestinos saíram nas ruas para comemorar quando ouviram a notícia da explosão no rádio. Palestinos que moram nos acampamentos de refugiados no Líbano também comemoraram a explosão.

O atentado não foi reivindicado, mas o canal de TV palestino Al-Aqsa, próximo do Hamas, saudou a "operação martírio". Os grupos radicais islâmicos chamam de mártires aqueles que sacrificam a vida em defesa dos muçulmanos.

O incidente acontece no momento em que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, estão na região para negociar um cessar-fogo. Hillary reuniu-se hoje com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, sem a menor influência sobre o Hamas. Ontem, Hillary reafirmou o apoio do governo americano à segurança de Israel em encontro com o premiê Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.

O ministro do Interior israelense, Yitzhak Aharonovitch, afirmou ignorar se o atentado contra o ônibus terá influência nas negociações pela trégua.

Governos condenam ataque

França e Itália condenaram o atentado. Ao lado do presidente italiano Giorgio Napolitano, atualmente em visita a Paris, o presidente François Hollande defendeu "um cessar-fogo e uma trégua imediatamente" entre Israel e os grupos radicais palestinos da Faixa de Gaza. Hollande lamentou, mais uma vez, que civis sejam tomados como alvo das partes em conflito. O mesmo pedido de cessar-fogo foi manifestado pela Alemanha.

O governo americano também condenou o ataque, oferecendo ajuda a Israel para identificar os autores da explosão e levá-los à justiça. O presidente Barack Obama reafirmou o apoio incondicional dos Estados Unidos à segurança do Estado hebreu. "Ataques contra civis inocentes são escandalosos", declarou Obama, lembrando "a amizade e a solidariedade profundas que unem os Estados Unidos e a população israelense". 

A Rússia também condenou o que chamou de "ataque terrorista criminoso". "É indispensável lembrar que o atentado em Tel Aviv acontece no oitavo dia de confronto entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza", diz um comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo, reiterando a necessidade de as duas partes colocarem um fim a esse conflito armado. 

O último atentado a bomba contra um ônibus em Tel Aviv aconteceu no dia 30 de março de 2011. Uma pessoa morreu e 30 ficaram feridas.

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