Síria/Irã

Em giro regional, presidente do parlamento iraniano chama oposição síria de 'aventureira'

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad (à esq.), e o presidente do parlamento iraniano, Ali Larijani.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad (à esq.), e o presidente do parlamento iraniano, Ali Larijani. AFP/Reuters

Segundo a agência iraniana Mehr, o presidente do parlamento iraniano, Ali Larijani, iniciou um giro regional nesta sexta-feira "em busca de uma solução para o conflito na Síria". Ele vai visitar a Síria, o Líbano e a Turquia, começando por Damasco. Antes de deixar o Irã, Larijani criticou grupos de oposição que, segundo ele, com o pretexto de realizar reformas, levam instabilidade à Síria.

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Pouco antes de embarcar para Damasco, na manhã de hoje, o presidente do parlamento iraniano disse que "certos grupos de oposição tentam perturbar a situação política na Síria", mas não têm conseguido, de acordo com Larijani. O político iraniano se referia à recém-formada coalizão nacional de oposição, que segundo ele "se lança em ações aventureiras com o pretexto de realizar reformas".

O regime de Damasco e seus principais aliados, Irã e Rússia, acusam países ocidentais e árabes, assim como a Turquia, de fornecer armas aos rebeldes que combatem o presidente Baschar al-Assad. A França tem defendido que a União Europeia suspenda o embargo de "armas defensivas", para ajudar a oposição. Na quarta-feira, o chanceler francês, Laurent Fabius, disse que o Irã tinha grande responsabilidade nos atuais conflitos no Oriente Médio.

Aviação e Exército bombardeiam redutos rebeldes

O conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza desviou esta semana a atenção da Síria, mas a guerra no território sírio continua feroz. Tropas pró-Assad bombardeiam nesta sexta-feira os arredores de Damasco. Outros redutos rebeldes em todas as regiões do país, como Dara, Idlib, Aleppo e Deir-es-Zor, são visados pela artilharia.

Como acontece toda sexta-feira desde o início do conflito há 20 meses, os sírios são convocados a se manifestar nas ruas. O país foi reduzido a escombros; a economia está paralisada. As famílias com recursos se refugiaram em outros países. Já as famílias de classe média e de baixa renda fazem o que podem para se manter. Casais vendem jóias e outros objetos de valor. Essa guerra civil é uma tragédia para a região. Pelo menos 40 mil pessoas já morreram no conflito. 

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