Palestina/ONU

Voto sobre a Palestina na ONU divide os europeus

O presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas espera o apoio dos europeus durante o voto nas Nações Unidas.
O presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas espera o apoio dos europeus durante o voto nas Nações Unidas. Reuteurs

Os membros das Nações Unidas se reúnem nessa quinta-feira em Nova York para votar o pedido feito pela Palestina, que deseja se tornar um Estado observador não-membro da ONU. Poucas horas antes da decisão sobre a resolução a União Europeia continua dividida sobre o tema e Bruxelas não deve apresentar uma posição conjunta.

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O presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas vai propor nesta quinta-feira, na Assembleia Geral das Nações Unidas, uma resolução para tornar a Palestina um Estado observador não-membro da organização. Se a decisão for aprovada, uma das principais vantagens seria a possibilidade de integrar algumas entidades internacionais importantes, como a Corte Penal Internacional e a Quarta Convenção de Genebra sobre a proteção de civis.

No entanto, poucas horas antes do voto, os europeus não haviam chegado a uma posição comum e mostram duas divergências sobre o tema. Isso porque a União Europeia, uma das principais fontes de ajuda financeira para o desenvolvimento do território palestino, também é um dos principais parceiros econômicos de Israel, o que provoca uma divisão no bloco.

Os palestinos esperavam contar com a influência da França, que apoia sua candidatura, para conseguir o voto dos demais europeus. No entanto, nessa quarta-feira a Alemanha e o Reino Unido avisaram que se opõem ao pedido palestino. Se por um lado Berlim anuncia abertamente o seu apoio a Israel, Londres impôs uma série de condições para um eventual voto a favor da resolução. Os britânicos querem que os palestinos retomem as negociações de paz e renunciem a qualquer tipo de ação contra Israel junto a Corte Penal Internacional, condições que as autoridades palestinas não puderam garantir.

Apenas Madri seguiu os passos de Paris durante a semana. Até agora, além da França e da Espanha, Portugal, Áustria, Irlanda e Dinamarca estão do lado dos palestinos, ou seja, somente seis dos 27 paises membros da União Europeia.
 

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