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Israel/Palestina

Paris e Londres convocam embaixadores de Israel por causa de colônias

Assentamento israelense na polêmica região "E1", que liga a parte leste de Jerusalém à colônia de Maale Adoumim, na Cisjordânia.
Assentamento israelense na polêmica região "E1", que liga a parte leste de Jerusalém à colônia de Maale Adoumim, na Cisjordânia. REUTERS/Baz Ratner
Texto por: RFI
3 min

Os governos da Grã-Bretanha e da França convocaram os embaixadores de Israel nas duas capitais a comparecerem nas sedes dos respectivos Ministérios das Relações Exteriores, com o objetivo de pedir explicações sobre os projetos de construção de novos assentamentos judaicos em território palestino.

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Na sexta-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou a construção de três mil novos alojamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, em represália à entrada da Palestina na ONU como Estado observador não-membro.

Um dos projetos imobiliários planejados por Israel corta a Cisjordânia ao meio, comprometendo a noção de continuidade do território palestino.

Essa decisão israelense provocou muitas críticas da comunidade internacional. O governo britânico ameaçou nesta segunda-feira Israel com uma "forte reação" caso o projeto seja levado a cabo.

Paris votou a favor do projeto palestino na ONU, Londres se absteve, mas as duas capitais condenam a estratégia de Israel, considerada prejudicial a uma eventual retomada das negociações de paz.

A Suécia também convocou o embaixador israelense no país para protestar contra os projetos de novos assentamentos. Já o governo alemão disse estar "muito preocupado" com a decisão de Israel. 

A Rússia também afirmou nesta segunda-feira que os projetos de Israel são "ilegais" e pediu que o Estado hebreu "reconsidere" sua decisão. Os Estados Unidos, a União Europeia, a Turquia e os representantes de 21 países árabes já condenaram os projetos israelenses.

O governo israelense não vai renunciar, apesar "das pressões internacionais", à sua decisão de relançar as construções de assentamentos, segundo declarações de um integrante da equipe do premiê Benjamin Netanyahu à Agência France Presse.

"Israel insiste sempre em defender seus interesses vitais, mesmo sob as pressões internacionais, e néao haverá mudança quanto à decisão que foi tomada. A iniciativa palestina na ONU é uma violação flagrante dos acordos garantidos pela comunidade internacional", declarou essa fonte, que prefere permanecer anônima.

França

Interrogado sobre as informações do jornal israelense Haaretz, segundo o qual a França e a Grã-Bretanha estudam retirar seus embaixadores em Tel-Aviv, o Ministério das Relações Exteriores francês afirmou que são "boatos de imprensa".

"Há outros meios de expressar nossa desaprovação", declarou um porta-voz da chancelaria, Vincent Floreani, sem acrescentar mais detalhes. No sábado o chanceler francês, Laurent Fabius, já havia pedido às autoridades israelenses que "se abstivessem" de realizar esse projeto de novos assentamentos. 

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