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Israel/Palestina

Israel dá aval para construção de novos assentamentos e ameaça processo de paz

O premiê israelense Benjamin Netanyahu.
O premiê israelense Benjamin Netanyahu. Reuters
Texto por: RFI
3 min

O Ministério da Defesa israelense deu o aval nesta quarta-feira para o projeto de construção de novos assentamentos no setor E1, entre Jerusalém e Maalé Adoumin, na Cisjordânia, informou a rádio pública israelense. Os palestinos alertaram que, caso as obras fossem concluídas, seria o fim do processo de paz. Israel poderia vir a cancelar as obras em caso de sanções europeias e americanas.

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Apesar da polêmica envolvendo o anúncio da construção de novas moradias em setores estratégicos para a criação de um estado palestino, e as críticas da comunidade internacional, as autoridades israelenses anunciaram nesta quarta-feira que darão continuidade à construção de novos assentamentos. A população dispõe de um prazo de dois meses para apresentar suas objeções, antes que a discussão sobre o programa seja retomada.

"Se Israel der início à construção no setor E1 e continuidade à construção de novos assentamentos, vamos considerar que o governo israelense quer colocar um fim no processo de paz e à solução dos dois estados, palestino e israelense’’, declarou o negociador palestino Saëb Erakat. ‘’Este será o fim de qualquer possibilidade de obter a paz no futuro’’, disse Erakat.

O projeto dividiria em dois a Cisjordânia e a isolaria de Jerusalém, comprometendo a viabilidade de um futuro estado palestino. O jornal israelense Haaretz lembra que o plano foi adotado em cima da hora pela comissão de planificação do Ministério da Defesa. Segundo o orgão, o projeto inclui a construção de 3400 moradias na região.

Palestinos pedem resolução na ONU proibindo assentamentos

A direção palestina, reunida nesta terça-feira em torno do presidente Mahmoud Abbas, anunciou que pediria ao Conselho de Segurança da ONU, em nome do estado palestino, a votação de uma resolução que impedisse os projetos de assentamentos de Israel. Em um comunicado, os líderes palestinos disseram que se oporiam  "a todas as decisões de colonização em Jerusalém e redondezas, inclusive o projeto E1, o mais perigoso da história."

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chega nesta quarta-feira à Praga, para agradecer o apoio do governo theco, o único país europeu que votou contra a transformação da Palestina em estado observador não-membro na ONU, no dia 29 de novembro. O anúncio dessa obra, que coloca em risco o processo de paz, aconteceu em represália à essa decisão, celebrada pelo povo palestino.

O premiê também é esperado nesta quarta-feira na Alemanha, onde deverá tentar apagar o incêndio provocado pela retomada das construções em Jerusalém e na Cisjordânia. De acordo com o jornal israelense Maariv, o governo israelense tem tentado minimizar a questão junto aos Estados Unidos, dizendo que as obras não começariam sem sua autorização. Segundo essa fonte, ele também estaria disposto a voltar atras se houver ameaça de sanções contra Israel ou uma evolução na negociação com os palestinos.
 

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