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Israel/Palestinos

Shimon Peres pede retomada de negociações de paz com palestinos

O presidente de Israel, Shimon Peres.
O presidente de Israel, Shimon Peres. Reuters
2 min

O presidente israelense Shimon Peres fez um apelo neste domingo para que sejam retomadas as negociações de paz com os palestinos, afirmando que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, é um parceiro com o qual é possível se chegar a um acordo.  

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Peres fez as declarações diante de diplomatas israelenses na sua casa, em Jerusalém. Para ele, a única maneira de Israel ter uma influência positiva na região é “concluir um acordo de paz com os palestinos”.
“Conheço Abou Mazen ( apelido de Mahmoud Abbas) há mais de 30 anos e ninguém vai mudar a opinião que tenho sobre ele”, afirmou.

“Muitos criticam as propostas de Abou Mazen, mas não há outros líderes árabes atualmente que se dizem a favor da paz, contra o terrorismo e por um estado palestino desmilitarizado”, acrescentou. Peres ainda insistiu: “não falta muito tempo”.

As declarações provocaram reações indignadas do Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netaniahu.  "É lamentável que um presidente tenha decidido expressar opiniões políticas pessoais contrárias à posição oficial israelense que considera que Abou Mazen se recusa a selar a paz”, afirmou o comunicado do partido.

“O primeiro-ministro convidou diversas vezes Abou Mazen para voltar à mesa de negociações mas ele preferiu se juntar ao Hamas contra Israel”, afirmou o Likud no documento.

Hora depois, o premiê Netaniahu relativizou as declarações de seu partido e disse estimar e respeitar o presidente Shimon Peres. “Existem diversas opiniões e discutiremos nossos pontos de vista”, afirmou.

Na sexta-feira, Avigdor Lieberman, líder do partido nacionalista Israel Beiteinou, aliado do Likud para as próximas eleições legislativas de 22 de janeiro, afirmou que uma eventual retomada de negociações não era possível enquanto Mahmoud Abbas continuasse no cargo.

O líder palestino ameaçou esta semana dissolver a Autoridade Palestina e entregar o governo da Cisjordânia à Israel caso o governo que for formado após as eleições não relançar as negociações de paz. Os palestinos exigem o fim da colonização do território durante as discussões mas os israelenses rejeitam qualquer condição prévia para negociar.

 

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