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Argélia/Al Qaeda

Grupo ligado à Al Qaeda afirma ter 41 reféns em campo de gás na Argélia

Le site pétrolier d'In Amenas, en plein désert.
Le site pétrolier d'In Amenas, en plein désert. AFP PHOTO / HO / BP PETROLEUM COMPANY
Texto por: RFI
3 min

Duas pessoas morreram e pelo menos 41 reféns ocidentais estariam nas mãos de radicais islâmicos ligados à Al Qaeda, em um ataque a um campo de gás no centro-leste da Argélia. A ação seria uma represália à intervenção francesa no Mali, e à decisão do governo argelino de liberar o seu espaço aéreo para a aviação francesa. A Casa Branca disse estar acompanhando de perto a situação.

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O ataque teve início na quarta-feira pela manhã em um campo de gás de Amenas explorado pela empresa Sonatrach, a companhia britânica BP e a norueguesa Statoil em Tigantourine, a cerca de 1300 quilômetros de Alger, perto da fronteira com a Líbia. Um porta-voz do grupo extremista afirmou que pelo menos 41 estrangeiros, entre eles 7 americanos, franceses, britânicos e japoneses, estão detidos. Duas pessoas teria morrido, de acordo com o grupo. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Tommy Vietor, disse que a Casa Branca está acompanhando de perto a situação. O presidente francês, François Hollande, confirmou que é provável quehaja franceses entre os reféns.

Cinco reféns estão presos na usina, e outros 36 estão em um local mantido em segredo. A ação seria uma reação à decisão da Argélia de ceder seu espaço aéreo para a aviação francesa atacar o Mali, onde as tropas avançam em direção ao norte e forças especiais combatem na cidade Diabaly, tomada pelos rebeldes islâmicos na segunda-feira. Os extremistas que participaram da ação disseram que foram enviados por Mokhtar Belmokthar, um dos líderes da Al Qaeda no Magreb.

Segundo a agência oficial APS, duas pessoas, entre elas um britânico, morreram durante a ação. O Ministério Britânico das Relações Exteriores disse que ainda não era possível confirmar a morte. Em comunicado, o Ministério apenas declarou que alguns expatriados estavam envolvidos no incidente. De acordo com o Ministério do Interior argelino, o ataque deixou um morto e seis feridos, entre eles dois estrangeiros, dois policiais e dois agentes de segurança, além de um número indeterminado de réfens.
 

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