Mali/Crise

França bombardeia último reduto de extremistas no Mali

Aviões de combate Mirages das Forças Armadas francesas em operação no Mali, em janeiro de 2013.
Aviões de combate Mirages das Forças Armadas francesas em operação no Mali, em janeiro de 2013. REUTERS

O exército francês promoveu  intensos bombardeios na região de Kidal, último reduto de grupos islâmicos armados no extremo norte do Mali, próximo da fronteira com a Argélia. A ofensiva é realizada um dia após a visita do presidente francês François Hollande ao Mali, onde foi acolhido como o responsável por libertar o país do extremismo islâmico.  

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Acolhido por uma multidão e chamado de “Papai François Hollande” pelos moradores de Timbuktu, e como  “irmão de todos os malineses e verdadeiro amigo da África” pelo presidente Dioncounda Traoté, o chefe de estado francês denunciou a “barbárie” dos grupos islâmicos armados.

Durante sua visita, Hollande disse que a missão francesa no Mali não havia terminado e os combates continuariam. Ele ainda garantiu que os militares franceses ficarão ao lado das forças do Mali para, “mais ao norte, concluir a operação” de reconquista total do território.

Em entrevista publicada neste domingo no jornal francês Journal de Dimanche, o chanceler do Mali, Tuèman Hubert Coulibaly, defendeu a continuidade da operação francesa no país principalmente porque a “dimensão aérea é muito importante”, em referência à ofensiva contra os combatentes e a destruição do arsenal dos grupos armados islâmicos.

A reconquista de duas importantes cidade do norte do Mali, Gao e Timbuktu, foi feita praticamente sem combates, mas em Kidal, extremo norte do país, a situação é mais complexa.

Na região, intensos ataques aéreos foram realizados na noite de sábado para domingo ao norte de Kidal e também na região de Tessalit, de acordo com o porta-voz das Forças Armadas francesas. O coronel Thierry Burkhard afirmou que os bomberdeios visavam “ depósitos para a logística e centros de treinamento dos extremistas islâmicos ligados à rede Al-Qaeda".

Kidal, distante 1.500 quilômetros ao norte de Bamako, foi durante muito tempo o reduto do Ansar Dine, um dos grupos armados que espalharam o terrorismo na região norte do Mali.

Segundo moradores, reforços das tropas francesas chagaram no sábado a Kidal por avião e soldados do Chade também se deslocaram para o local. Muitas testemunhas disseram que soldados dos dois países patrulharam pela primeira vez o centro de Kidal. 
 

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