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Carnaval / Bélgica

Foliões utilizam réplica de vagão nazista em um dos principais carnavais da Bélgica

Polêmica na Bélgica, por causa de desfile com símbolos nazistas
Polêmica na Bélgica, por causa de desfile com símbolos nazistas REUTERS/Sebastien Pirlet
Texto por: RFI
2 min

A polêmica abriu um dos desfiles de Carnaval mais tradicionais da Bélgica, na cidade de Alost, norte do país. Famoso pelas sátiras políticas, um dos principais destaques deste ano foi a réplica de um vagão utilizado pelos nazistas para deportar os judeus, durante a Segunda Guerra Mundial.

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Com informações da correspondente da RFI, Letícia Fonseca, em Bruxelas.

Coberto por arame farpado, o veículo desfilou neste domingo, com uma fotomontagem do líder nacionalista flamengo do partido N-VA, Bart de Wever, vestido de Hitler. O conservador Bart de Wever, prefeito da Antuérpia, defende a separação da região de Flandres, onde se fala flamengo e não francês, do resto do país.

O carro alegórico, batizado de "vagão para deportação dos franceses", desfilou com nove integrantes uniformizados de nazistas com baldes cheios de cebola zyklon, uma referência ao gás zyklon b., usado nos campos de concentração. Um dos idealizadores explicou que a ideia era justamente ridicularizar o nacionalismo flamengo exagerado. A paródia causou indignação nos francófonos e na comunidade judaica da Bélgica. Bart de Wever reagiu. Ele reconheceu que existe o exagero no espírito do Carnaval, mas criticou a iniciativa de extremo mau gosto.

No interior do vagão, os organizadores devem transmitir trechos de música alemã, durante os três dias de festividade. Uma marionete com o rosto do primeiro-ministro belga, o socialista francófono Elio Di Rupo, vestida com uma camiseta com as cores do arco-íris, faz alusão à homossexualidade do político e à recente proibição do uso do símbolo gay - o arco-íris - por Bart de Wever.

O Carnaval de Alost existe há 600 anos e está na lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco, desde 2010.

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