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Gripe aviária/China

OMS garante que não há transmissão entre humanos do H7N9 na China

Um funcionário da prefeitura de Taiwan aplica spray esterilizador para evitar a contaminação pelo vírus H7N9 em uma feira livre da cidade, nesta segunda-feira, 8 de abril de 2013.
Um funcionário da prefeitura de Taiwan aplica spray esterilizador para evitar a contaminação pelo vírus H7N9 em uma feira livre da cidade, nesta segunda-feira, 8 de abril de 2013. REUTERS/Pichi Chuang
Texto por: RFI
4 min

Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) garantiram nesta segunda-feira, 8 de abril de 2013, em uma entrevista coletiva de imprensa em Pequim, que até agora não há nenhum indício de transmissão entre seres humanos da cepa H7N9 do vírus da gripe aviária. Isso apesar de dois filhos de um habitante de Xangai morto em decorrência da infecção pelo vírus também terem apresentado sintomas graves dessa doença respiratória.

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Os especialistas da OMS insistiram que não há razão para pânico. O objetivo da coletiva de imprensa era combater a preocupação do público em geral, que não cessa de aumentar. Um exemplo disso é a queda da cotação das companhias aéreas e das empresas do setor de turismo na bolsa de Xangai.

Apesar do aumento do número de casos confirmados da doença, que já chegam a 24, incluindo sete mortes, por hora "não há prova" de uma transmissão entre humanos, afirmou Michael O'Leary, representante da OMS na China. A última vítima, um homem de 64 anos, morreu neste domingo em Xangai, segundo uma informação comunicada nesta segunda-feira pela prefeitura.

A cepa H7N9 do vírus, que por hora oficialmente só contaminou pessoas no leste da China, até recentemente nunca havia sido transmitida para o homem e ainda não se sabe como ocorreu o contágio.

Assim como no caso da gripe aviária mais comum, provocada pelo vírus H5N1, que fez mais de 360 mortos em todo o mundo entre 2003 e 12 de março de 2013, os cientistas temem que uma mutação viral do H7N9 permita contaminações entre seres humanos, o que poderia provocar uma pandemia.

Entre as infecções registradas nestes últimos dias está a de um homem em Xangai, morto em decorrência de infecções do vírus H7N9, cujos dois filhos foram internados; um dos dois também morreu. Mas os exames dos dois filhos não detectaram uma infecção pelo H7N9.

"Esse foco familiar levanta a possibilidade de uma transmissão de homem a homem, mas dois dos casos registrados nesse foco não foram confirmados pelos exames de laboratório e não existem outras provas de uma transmissão contínua entre seres humanos", declarou O'Leary.

"Os casos humanos de que tivemos conhecimento são muito graves. Boa parte dos pacientes morreu", revelou ele.

Medidas de combate

Xangai, a capital econômica da China onde ocorreram cinco das sete mortes, tomou medidas para tentar interromper a propagação do vírus.

Depois de ter fechado dezenas de mercados de aves e ordenado o abate de dezenas de milhares de animais, a metrópole proibiu as corridas de pombos-correio e a venda de pássaros de estimação. As gaiolas de aves do zoológico também foram fechadas.

Mas isso não foi o suficiente para restabelecer a confiança. A agitação chegou na sexta-feira à bolsa de valores, onde as ações de redes de hotelaria ou das companhias aéreas Air China e China Southern Airlines caíram, enquanto as das empresas do setor de saúde subiram.

"A causa principal da gripe aviária ainda é desconhecida e isso pode provocar pânico na população e ter consequências negativas sobre o consumo, o que pode afetar as expectativas dos mercados", enfatizou Shen Jun, analista da BOC International.

O especialista em doenças infecciosas Shu Yelong explicou que as aves infectadas pelo vírus H7N9 levam mais tempo para morrer do que aquelas infectadas pela cepa H5N1, aumentando assim os riscos de transmissão.

Os chineses ainda se lembram da pandemia de SRAS, uma pneumonia atípica, que partiu da China em 2003. Na ocasião a OMS criticou duramente Pequim por ter demorado para lançar um alerta e tentado dissimular a amplidão da epidemia. Mas dez anos mais tarde a atitude oficial parece ser diferente.

"Estamos muito satisfeitos com a quantidade de informações compartilhadas e acreditamos que estamos sendo mantidos a par da situação", disse Michael O'Leary.

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