EUA/Síria

EUA vão reforçar apoio à oposição síria, mas recusam o envio de armas

O secretário de Estado norte-americano Jonh Kerry se encontrou com o chefe da oposição síria  Moaz al-Khatib em Istambul.
O secretário de Estado norte-americano Jonh Kerry se encontrou com o chefe da oposição síria Moaz al-Khatib em Istambul. REUTERS/Evan Vucci
Texto por: RFI
3 min

Os Estados Unidos pretendem reforçar seu apoio à oposição síria. O anúncio deve ser feito nesse sábado, durante passagem do secretário de Estado norte-americano John Kerry pela Turquia, onde participa da reunião do grupo dos Amigos da Síria. No entanto, apesar dos pedidos dos rebeldes, Washington não pretende enviar armas aos opositores do regime.

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De acordo com um responsável do governo norte-americano, o secretário de Estado John Kerry deve aproveitar sua participação em Istambul da reunião dos Amigos da Síria (conjunto formado pelos onze principais países árabes e ocidentais que apoiam os adversários do presidente Bashar al-Assad), para propor “uma assistência suplementar não letal aos grupos moderados da oposição”. Ainda de acordo com o diplomata, que pediu anonimato, o valor dessa ajuda será discutido, mas ela poderia ser constituída de outros tipos de produtos, “além de alimentos e kits médicos”. A imprensa norte-americana especula sobre a possibilidade de fornecimento de coletes a prova de balas, carros e óculos especiais para operações noturnas.

Desde o início do conflito, há mais de dois anos, os principais países ocidentais se mobilizam para ajudar as milhares de vítimas dos confrontos entre as forças do presidente Bashar al-Assad e os opositores ao regime. No entanto, mesmo após terem reconhecido a oposição como principal interlocutor, a comunidade internacional hesita em fornecer armas aos rebeldes, temendo que elas caiam nas mãos do grupos radicais. Os Estados Unidos, marcados pela experiência da atuação do país no Afeganistão, preferiram aumentar seu apoio aos poucos. “Nós tentamos avançar com precaução para não criar uma desordem ainda maior”, disse John Kerry. “Queremos ter certeza de que aqueles com quem trabalhamos defendem o pluralismo, a diversidade e um processo democrático”, declarou o representante da Casa Branca.

Antes mesmo do anúncio oficial de Kerry em Istambul, a Coalizão Nacional Síria (CNS), principal força de oposição do país, reiterou seu pedido de apoio militar. “Se a ajuda humanitária é uma uma necessidade absoluta, a oposição síria também deseja obter um apoio capaz de provocar a queda imediata do regime e de colocar um fim no sofrimento do povo sírio”, indicou o CNS em um comunicado oficial.

Os conflitos na Síria já provocaram a morte de mais de 70 mil pessoas. Apenas nos últmos quatro dias pelo menos 69 pessoas foram assassinadas, a maioria delas rebeldes.

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