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Tragédia/Bangladesh

Polícia de Bangladesh prende responsáveis pelo Rana Plaza

Soldados do exército supervisionam busca por sobreviventes do desabamento do Rana Plaza
Soldados do exército supervisionam busca por sobreviventes do desabamento do Rana Plaza REUTERS/Andrew Biraj

Dois responsáveis de uma sociedade têxtil e dois engenheiros foram presos neste sábado em Bangladesh, três dias depois que um prédio que abrigava confecções próximo à capital Dacca desabou, matando mais de 350 pessoas. No momento da tragédia, cerca de 3 mil pessoas trabalhavam no edifício Rana Plaza - 900 ainda estão desaparecidos e mais de mil, feridos. O proprietário do imóvel, Mohammed Sohel Rana, continua foragido.

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O dono e o diretor geral do New Wave Style, o principal dos cinco ateliês que funcionavam no imóvel, foram entregues à polícia por sua associação profissional nesta madrugada. Sua confecção, que produzia peças para diversas grifes americanas e europeias, funcionava nos últimos andares do prédio, que foram construídos ilegalmente. Os dois engenheiros presos são acusados de ter ignorado o alerta de funcionários da confecção que constataram, na terça-feira, fissuras nas paredes.

Localizado em Savar, a 30 km da capital, o Rana Plaza foi construído sem os alvarás das autoridades competentes, mas operava mesmo assim. De acordo com o secretário de Estado dos Assuntos Internos de Bangladesh, Shamsul Huq, "todas as pessoas envolvidas, incluindo o arquiteto, o engenheiro e os construtores, serão presas por ter erguido este prédio defeituoso".

Esperança e revolta
As buscas por sobreviventes continuam. Neste sábado, mais 20 pessoas foram retiradas com vida dos escombros e a equipe de resgate luta para alcançar mais 15 que estão soterrados sob blocos de cimento. Apesar de ainda não terem conseguido resgatá-los, os bombeiros lhes enviaram água, comida e tubos de oxigênio. Marina Begum, sobrevivente de 22 anos que passou três dias à espera do resgate, disse que o cenário era "como o inferno": "Estava muito quente e era difícil respirar. Não havia água nem comida. Só recuperei a consciência no hospital".

Neste sábado, houve novos protestos em Dacca, com carros depredados e incendiados. A polícia reprimiu os manifestantes usando bombas de gás lacrimogênio. De acordo com H.T. Imam, conselheiro do Primeiro Ministro, o povo exige a morte de Sohel Rana, que dirige a organização de jovens da Liga Awami, o partido no poder. Em ameaça aberta ao antigo proprietário do edifício, Imam disse: "Desta vez, não pouparemos ninguém".

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