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Turquia/Protestos

Erdogan pede calma a manifestantes que denunciam abuso de poder na Turquia

Jovens manifestantes passaram mais uma noite acampados na praça Taksim, em Istambul.
Jovens manifestantes passaram mais uma noite acampados na praça Taksim, em Istambul. REUTERS/Murad Sezer
3 min

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, lançou hoje um apelo à calma e pediu aos turcos que não cedam às provocações do que chamou de "elementos extremistas", referindo-se aos manifestantes que ocupam desde a semana passada a praça Taksim, em Istambul. O movimento contra o estilo de governo e os abusos de poder do premiê islâmico conservador se estendeu a várias regiões do país.

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Segundo várias ongs, os confrontos entre manifestantes turcos e a polícia já deixaram cerca de mil feridos e dois mortos. O governo turco afirma que apenas 58 civis ficaram feridos e 100 policiais foram agredidos. A presidente da Anistia Internacional na França, Geneviève Garrigos, denuncia o uso excessivo da força, com canhões de água e gás lacrimogêneo lançados diretamente contra os jovens.

Na noite deste domingo, novos episódios de violência marcaram os protestos em Istambul, Ancara e outras cidades turcas. Pelo menos 300 protestos foram registrados em várias localidades do país. Em Istambul, os manifestantes chegaram a formar barricadas com móveis, tijolos e blocos de concreto. Em Izmir, no oeste da Turquia, alguns manifestantes lançaram coquetéis molotov contra um prédio do AKP, o partido do governo. O edifício ficou parcialmente destruído.

Enquanto os protestos se intensificavam, o premiê turco tentava conter a fúria dos manifestantes. Erdogan negou que o projeto de remodelação urbanística da praça Taksim, que originou os protestos, inclua a construção de um shopping. "Não temos a intenção de destruir o parque Gezi. Nesse local vamos fazer um quartel idêntico ao
que havia sido construído pelo sultão Selim em 1780. Também vamos proteger a área verde e vamos deixar a praça livre apenas para os pedestres e os carros", declarou o premiê. 

Erdogan nega ser um ditador. Porém, alguns opositores acusam o premiê de restringir as liberdades e de querer forçar a islamização da Turquia. Com relação às reivindicações dos jovens acampados na praça Taksim, especialistas ponderam que não se trata de um movimento político-religioso. 

O primeiro-ministro prometeu encontrar uma solução à crise. A declaração foi feita no aeroporto de Istambul, na manhã desta segunda-feira, antes da partida para o Marrocos, onde o dirigente realiza uma visita oficial.

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