Egito/Crise política

Violência e crise política se intensificam no Egito

Opositores ao presidente Mursi manifestam nesta quarta-feira, 3 de julhol de 2013, na capital Cairo.
Opositores ao presidente Mursi manifestam nesta quarta-feira, 3 de julhol de 2013, na capital Cairo. REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

Vence dentro de algumas horas o ultimato dado pelo exército para o presidente Mohamed Mursi atender as reivindicações dos milhões de manifestantes que exigem sua renúncia. Cada vez mais isolado depois da demissão de cinco ministros e de seu porta-voz, Mursi diz estar pronto a dar sua vida para garantir sua legitimidade. A violência explodiu ontem à noite com novos confrontos entre opositores que teriam atacado partidários do presidente na capital.

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Hugo Bachega, correspondente da RFI no Cairo

Milhões de egípcios acordaram nesta quarta-feira, 3 de julho de 2013, sem saber qual será o futuro do país nas últimas horas do prazo dado pelos militares para que governo e oposição cheguem a um acordo a fim de encerrar a crise política que abala o Egito.

O presidente egípcio, Mohamed Mursi, reafirmou ontem à noite em discurso na televisão que não renunciará ao cargo apesar do quinto dia seguido de protestos com milhares de opositores nas ruas que pedem a sua saída.

Também ontem à noite, Mursi pediu aos militares que retirassem o prazo de 48 horas anunciado na segunda-feira. O ultimato termina nesta quarta ao meio-dia, no horário de Brasília.

Na madrugada, o Exército respondeu ao presidente dizendo que sacrificaria seu próprio sangue pelo Egito para defender o país de terroristas e radicais.

Agências de notícias informaram ontem que o plano incluiria a suspensão da nova Constituição, a dissolução do parlamento e novas eleições presidenciais.

Durante a noite, milhares de egípcios permaneceram nas ruas em atos a favor e contra o governo. Opositores comemoravam enquanto partidários do governo denunciavam um “golpe militar”.

Confrontos na capital deixaram pelo menos 16 mortos e mais de 200 feridos, alimentando temores sobre uma possível explosão da violência nas próximas horas.

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