Egito/Mursi

Mursi será alvo de investigação criminal no Egito

Defensores de Mohamed Mursi durante manifestação no Cairo dia 12 de julho.
Defensores de Mohamed Mursi durante manifestação no Cairo dia 12 de julho. REUTERS/Suhaib Salem

O ex-presidente egípcio Mohamed Mursi, que deixou o poder sob a pressão do exército há dez dias, é acusado de espionagem, incitação à violência, e destruição da economia do país. Os partidários do ex-líder já convocaram novas manifestações de apoio, previstas para a próxima semana. Enquanto isso, o governo de transição já foi praticamente formado pelo primeiro-ministro. 

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A Justiça egípcia publicou nesse sábado um comunicado no qual informa ter registrado queixas visando Mohamed Mursi e oito responsáveis religiosos, entre eles um dos chefes da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie. Essa é a primeira etapa para lançar uma investigação e, em seguida, um indiciamento.

O ex-chefe de Estado e seus partidários são acusados de espionagem, incitação à violência, e destruição da economia do país. As autoridades não informaram quem lançou as queixas.

Apesar dessa notícia, a Irmandade Muçulmana, braço religioso do Partido da Liberdade e da Justiça (PLJ), do qual faz parte Mursi, convocou novas manifestações pedindo a volta do ex-presidente ao poder. Na sexta-feira o Cairo foi palco de gigantescos protestos pacíficos em defesa do ex-chefe de Estado.

Enquanto isso se intensificam as negociações para a formação de um governo de transição após a queda de Mursi. O primeiro-ministro Hazem Beblawi se encontrou nesse sábado com vários possíveis ministros. Segundo fontes oficiais, cerca de 90% da composição do novo governo, que deve ser revelada durante a semana, já está definida. 

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