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Israel/Palestina

Kerry anuncia retomada de diálogo entre israelenses e palestinos

O secretário de Estado americano, John Kerry, anuncia nesta sexta-feira a retomada de negociações entre israelenses e palestinos.
O secretário de Estado americano, John Kerry, anuncia nesta sexta-feira a retomada de negociações entre israelenses e palestinos. REUTERS/Mandel Ngan
Texto por: RFI
3 min

Palestinos e israelenses devem se reunir na próxima semana em Washington, nos Estados Unidos, para os primeiros passos rumo à retomada do processo de paz, congelado há três anos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira na Jordânia pelo secretário de Estado americano, John Kerry, durante sua sexta viagem à região, desde que assumiu o cargo em fevereiro deste ano.

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 O acordo, que ainda está em vias de formalização, pode colocar frente à frente Tzipi Livni, ministra israelense da Justiça e responsável pelas negociações representando Israel, e o negociador palestino, Saëb Erekat.

As bases para novas discussões diretas entre os dois campos não foram reveladas. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, saldou o acordo, mais sublinhou que alguns “detalhes ainda precisam ser ajustados”. Enquanto o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, rejeitou a decisão. Segundo o porta-voz do movimento, Sami Abou Zouhri, Abbas “não tem nenhuma legitimidade para negociar em nome do povo palestino sobre questões fundamentais”.

Livni, por sua vez afirmou que sabe que as negociações serão “complicadas”, mas defendeu a iniciativa. “Tenho certeza, em minha alma e consciência, que é a melhor coisa a fazer para o nosso futuro, nossa segurança, nossa economia e os valores de Israel”, acrescentou. Já o ministro israelense de Finanças, Yair Lapid, declarou que existe uma sólida maioria no governo a favor da retomada do diálogo.

Na quinta-feira à noite, os palestinos haviam rejeitado a proposta de retomada de negociações feita por Kerry, pela não garantia do congelamento total da colonização judaica. Essa é uma das principais condições palestinas, junto com a questão do reconhecimento das fronteiras de 1967 e a libertação de prisioneiros, para travar novos acordos com Israel e tentar por fim ao conflito.

Nesta sexta-feira, o chefe da diplomacia israelense convocou os embaixadores britânico, francês e alemão para explicações sobre a diretriz aprovada pela União Europeia, que exige a retirada dos territórios ocupados por colônias judaicas após 1967 (Cisjordânia, Jerusalém Oriental, Faixa de Gaza e Colinas de Golan) de acordos assinados com o bloco, a partir do próximo ano. Na quarta-feira, Israel autorizou a construção de 732 casas na colônia de Modiin Ilit, na Cisjordânia.

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