Egito/Crise política

Governo egípcio quer acabar com ocupações pró-Mursi

Protesto de partidários do presidente deposto, Mohamed Mursi, na capital Cairo.
Protesto de partidários do presidente deposto, Mohamed Mursi, na capital Cairo. REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

O governo egípcio encarregou nesta quarta-feira, 31 de julho de 2013, o ministério do Interior de tomar "as medidas necessárias" para acabar com as ocupações de praças públicas por parte dos partidários do presidente deposto Mohamed Mursi. A ameaça foi rejeitada, e os líderes pró-Mursi fizeram um apelo para que a mobilização continue.

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"A manutenção das situações perigosas nas praças Rabaa al-Adawiya (nordeste do Cairo) e Al-Nahda (perto da universidade do Cairo), e o consequente terrorismo, assim como as ruas bloqueadas, não podem mais ser aceitos", declarou o governo em um comunicado.

O conselho dos ministros vai "tomar todas as medidas necessárias" diante dessa "ameaça à segurança nacional" e "encarregou o ministro do Interior de tomar as decisões adequadas de acordo com a Constituição e o direito", continua o texto.

O governo garante agir "sob o mandato dado maciçamente pelo povo a fim de agir contra o terrorismo e a violência e a fim de proteger a segurança nacional e o interesse maior do Estado".

Milhares de partidários do presidente deposto no dia 3 de julho pelo exército após manifestações de massa ocupam há mais de um mês essas duas praças da capital.

Essa ameaça foi imediatamente rejeitada pelo partidários de Mursi. "Nada vai mudar", declarou um porta-voz da coalizão pró-Mursi, Gehad el-Haddad. Ele acusou as novas autoridades de "tentarem aterrorizar os egípcios".

Prisão

Mohamed Badie, o guia supremo da Irmandade Muçulmana, que atualmente é procurado pela justiça egípcia, e dois outros dirigentes da organização que estão presos serão julgados por "incitação ao assassinato" de manifestantes.

Eles são acusados de terem estimulado o assassinato de pessoas que protestavam diante da sede da Irmandade Muçulmana no Cairo no dia 30 de junho, três dias antes da deposição pelo exército do presidente Mohamed Mursi, integrante da confraria.

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