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Índia/Acidente

18 marinheiros podem ter morrido em explosão em submarino na Índia

Imagem de arquivo do submarino INS Sindhurakshak, da marinha indiana, que explodiu possivelmente matando 18 marinheiros na madrugada desta quarta-feira, 14 de agosto de 2013, em Mumbai.
Imagem de arquivo do submarino INS Sindhurakshak, da marinha indiana, que explodiu possivelmente matando 18 marinheiros na madrugada desta quarta-feira, 14 de agosto de 2013, em Mumbai. REUTERS/Kamal Kishore/Files
Texto por: RFI
3 min

Uma explosão aconteceu na madrugada desta quarta-feira, 14 de agosto de 2013, a bordo de um submarino militar indiano de propulsão diesel e elétrica. Ao que tudo indica os 18 marinheiros que estavam na embarcação morreram. Esse acidente é um grande revés para a marinha indiana, que tem se esforçado para modernizar seus equipamentos obsoletos.

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A explosão aconteceu pouco após meia-noite no canteiro naval de Mumbai (costa oeste), onde a embarcação estava atracada com 18 marinheiros a bordo, segundo um porta-voz das Forças Armadas. O INS Sindhurakshak afundou quase completamente. A causa da explosão ainda é desconhecida.

Os mergulhadores que entraram no submarino não detectaram nenhum sinal de vida. Mas o chefe do Estado maior da Marinha, D. K. Joshi, não afastou a possibilidade de existência de um bolsão de ar onde a tripulação teria se refugiado.

Esse foi o pior acidente da marinha indiana desde a guerra contra o Paquistão em 1971.

Há poucos dias o governo anunciou o lançamento do primeiro porta-aviões projetado e construído na Índia, e o início dos testes com o primeiro submarino nuclear do país.

Nova Délhi está investindo bilhões de dólares na modernização de seu equipamento militar, que data em grande parte da época da União Soviética. A terceira potência econômica asiática procura, entre outros objetivos, contrabalançar o que vê como uma ameaça crescente por parte da China.

O INS Sindhurakshak, cujo nome significa "Protetor dos mares", foi renovado e modernizado há um ano pela Rússia, que o vendeu à Índia em 1997.

Ele não possui os equipamentos mais modernos que se encontram nas embarcações atuais, segundo Rahul Bedi, especialista em defesa da revista Jane's. Esses submarinos"não têm saída de emergência em caso de acidente, diferentemente dos submarinos mais modernos", disse ele.

Um porta-voz da empresa russa Zviezdotchka, que realizou a renovação, indicou que a embarcação estava em estado "operacional" e que os engenheiros "haviam resolvido todos os problemas". O submarino ainda está sujeito à garantia russa.

Em fevereiro de 2010, um incêncio havia começado a bordo da mesma embarcação, que estava atracada em Visakhapatna, no sul do país, deixando um marinheiro morto.

O submarino opera com uma tripulação de 53 pessoas e pode navegar sem assistência e sem paradas durante 45 dias, segundo o site da marinha indiana.

As Forças Armadas abriram uma investigação sobre o acidente. Entre as possíveis causas, segundo uma autoridade da Marinha que preferiu se pronunciar de maneira anônima, está o sistema de propulsão do aparelho.

Mas segundo uma fonte russa ligada à diplomacia e ao exército, a possibilidade de um ato terrorista não deve ser afastada: "Não está excluído que alguém possa ter decidido estragar a festa nacional indiana - o dia da independência, celebrado em 15 de agosto."

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