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Egito/massacre

Egito se prepara para mais um dia de protestos depois de massacre

Partidários do presidente deposto Mohammed Mursi protestam contra violência
Partidários do presidente deposto Mohammed Mursi protestam contra violência Foto: Reuters
Texto por: RFI
3 min

O Egito se prepara para mais um dia de possíveis confrontos após islamitas terem convocado marchas pelo país em protesto às mais de 600 mortes causadas pela ação das forças de segurança contra simpatizantes do presidente deposto, Mohamed Mursi.

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Hugo Bachega, correspondente da RFI no Cairo

Os protestos, que deverão reunir milhares de pessoas, terão início após as tradicionais orações de sexta-feira. No Cairo, pelo menos 28 marchas foram convocadas, no que foi chamado de dia de fúria.Protestos também foram convocados pela coalizão liberal egípcia contra o que chamou de ações terroristas da Irmandade Muçulmana, grupo do ex-presidente.

A violência no Egito continuou ontem, e o governo ameaçou atirar contra manifestantes que atacarem instalações públicas, após um prédio governamental ter sido incendiado no Cairo. Igrejas também foram alvos de ataques em todo o país.

As ruas da capital permaneceram praticamente desertas durante todo o dia ontem, com bancos e lojas fechados e muitas empresas alertando seus funcionários a permanecer em casa. Diversos países emitiram alerta contra viagens, e os Estados Unidos aconselharam cidadãos a deixar o Egito.

Em Cidade Nasser, epicentro da violência, tratores e caminhões limpavam as ruas cobertas de entulho. Em uma mesquita, dezenas de corpos foram perfilados no chão à espera de identificação e o cheiro de cadáveres se espalhou pelas ruas do bairro.

Apesar do que muitos chamavam de massacre, grupos de egípcios celebravam com militares a ação que pôs fim ao protesto, que já durava seis semanas, em mais um sinal da profunda divisão do país.

Hollande e Cameron se reúnem ainda hoje

O presidente francês François Hollande se reúne separadamente hoje com a chanceler alemã Angela Merkel e o premiê britânico David Cameron para discutir a situação no Egito. Hollande foi um dos primeiros a se pronunciar contra o massacre no país pelas forças de segurança egípcias, que foi condenado por toda a comunidade internacional. A Alta Comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, pediu a abertura de uma investigação e o presidente americano Barack Obama fez um apelo para um diálogo de reconstrução nacional.

 

 

 

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