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Egito/crise

Chanceleres da UE convocam reunião sobre crise egípcia

Soldados do exército egípcio montam guarda em tanques nos arredores da Praça Tahir, no Cairo, capital do Egito, nesta segunda, 19 de agosto de 2013.
Soldados do exército egípcio montam guarda em tanques nos arredores da Praça Tahir, no Cairo, capital do Egito, nesta segunda, 19 de agosto de 2013. REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
Texto por: RFI
3 min

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reúnem em caráter de emergência nesta quarta-feira em Bruxelas para discutir a crise política no Egito, que já deixou milhares de mortos e feridos. O país é um dos que mais recebe ajuda financeira dos europeus.

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Os embaixadores europeus encarregados de questões de segurança se encontraram hoje em Bruxelas para consultas iniciais. Neste domingo, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, anunciaram que a União Europeia poderia "rever as relações bilaterais" com o Egito caso o país continuasse com a repressão sangrenta.

Na semana passada, o presidente François Hollande, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro britânico David Cameron conversaram pelo telefone e sugeriram que os europeus enviassem uma "mensagem forte" a respeito da crise egípcia.

Em novembro do ano passado, a União Europeia aprovou um programa de ajuda financeira de 5 bilhões de euros para o Egito. Metade dos recursos provém do Banco europeu de investimentos e o restante do Banco Europeu para a reconstrução e o desenvolvimento.

Existem divergências entre os países a respeito da manutenção de ajudas bilaterais. A Dinamarca, por exemplo, anunciou na semana passada a suspensão do equivalente a 4 milhões de euros por ano. Já o chanceler sueco, Carl Bildt, diz que o dinheiro disponibilizado pelo país é destinado principalmente às organizações de direitos humanos, e por esta razão manterá as remessas.

No domingo, a chanceler alemã Angela Merkel chegou a cogitar a suspensão da entrega de armas para o Egito.Os Estados Unidos também anunciaram na quinta-feira a suspensão das manobras militares conjuntas com o país, mas manteve o apoio financeiro. O chefe da diplomacia saudita, o prince Saoud al-Fayçal, afirmou nesta segunda-feira que os países árabes poderão compensar qualquer redução da ajuda ocidental para o Egito.
 

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