Síria/crise

Oposição síria “decepcionada” com pedido de Obama para atacar Assad

O presidente Barack Obama nos jardins da Casa Branca durante anúncio de sua decisão de atacar Síria.
O presidente Barack Obama nos jardins da Casa Branca durante anúncio de sua decisão de atacar Síria. REUTERS/Mike Theiler

Oposição síria disse estar "decepcionada" com a decisão do presidente Barack Obama de pedir autorização ao Congresso americano para atacar o regime sírio, mas acredita que os congressitas vão aprovar a operação, declarou neste domingo um dos responsáveis pela coalização de opositores a Bashar Al-Assad.

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Samir Nachar, membro da direção da Coalizão nacional síria de oposição, disse de Beirute, que esperava um “ataque direto e iminente”, mas acredita que o Congresso irá dar o sinal verde para o presidente levar adiante sua ação militar contra o regime.

O responsável comemorou “a decisão de Obama pelos ataques, mas que ficaram suspensos por 9 dias”. “Nós sentimos uma certa decepção”, declarou Nachar. “Mas, depois do voto britânico, Barack Obama quis reforçar sua posição e obter apoio político”, avaliou.

“O relatório dos serviços americanos de inteligência contém provas incontestáveis sobre a responsabilidade do regime neste ataque químico”, acrescentou. “Os membros do Congresso vão entender que o contexto é muito diferente do da guerra contra o Iraque”, afirmou.

A oposição síria também espera que a Liga Árabe, que se reúne neste domingo, também demonstre um forte apoio aos ataques dos Estados Unidos. “A posição turca também é importante”, declarou.

Na sexta-feira o primeiro-ministro turco demonstrou sua insatisfação diante de uma eventual ação militar contra a Síria, estimando que qualquer intervenção tenha como objetivo uma mudança do regime no país.

“A coalizão vai manter contatos com os países árabes e a Turquia para que eles se alinhem o máximo possível com a posição dos Estados Unidos. Nós vamos tentar convencer esses países a participar da operação militar que possa diminuir o sofrimento do povo sírio”, defendeu.

No sábado, o presidente Barack Obama surpreendeu o mundo ao anunciar sua decisão de atacar o regime sírio em represália ao massacre cometido no dia 21 de agosto nos arredores de Damasco. Washington diz não ter mais dúvidas de que o regime utilizou armas químicas contra a população civil.

Mas Obama pediu o aval do Congresso antes de iniciar a operação, o que descarta uma operação a curto prazo.
 

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