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Egito/imprensa

Justiça egípcia determina fechamento da rede Al-Jazeera

A sede do canal Al-Jazeera no Egito
A sede do canal Al-Jazeera no Egito AFP PHOTO/MOHAMMED ABED
Texto por: RFI
2 min

A Justiça egípcia determinou nesta terça-feira o fechamento definitivo de quatro canais de TV, entre eles a rede Al-Jazeera, o canal Ahrar 25, da Irmandade Muçulmana, além de outras duas tevês islamitas.

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Os três canais, além de outras redes ligadas à Irmandade Muçulmana, já estavam fora do ar desde a destituição e prisão do presidente Mohamed Mursi pelas forças armadas no dia 3 de julho. A censura foi denunciada pelas organizações de Direitos Humanos.

A rede Al-Jazeera Mubasher Misr, que transmite via satélite, também se tornou alvo dos militares. A direção denuncia uma campanha contra o canal e diz que a redação foi vasculhada pelas autoridades egípcias depois da divulgação de um vídeo de Mursi. Nele, o ex-chefe de estado egípcio diz que é o único representante "legítimo" do país.

No domingo, três jornalistas independentes estrangeiros da tevê foram expulsos do Egito. As autoridades também confiscaram diversos equipamentos. Um correspondente do canal em lingua árabe, Abdallah al-Chami, e um cinegrafista, Mohamed Badr, também foram detidos durante um mês.

As autoridades locais acusam a Al-Jazeera de parcialidade na cobertura das violentas manifestações do país, que deixaram milhares de mortos.

Na segunda-feira, a Justiça já havia anunciado também o fechamento definitivo do canal islâmico al-Hafez por "atentado à unidade nacional" e "incitação ao ódio" contra os cristãos.

 

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