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Síria/Violência

Projeto internacional para destruir arsenal químico sírio deve ser validado hoje

Sírio caminha em rua de Homs danificada por bombardeios do exército sírio.
Sírio caminha em rua de Homs danificada por bombardeios do exército sírio. Reuters
Texto por: RFI
2 min

Um dia depois de um acordo entre russos e americanos na ONU, a Organização para a proibição de armas químicas (OIAC) deve validar nesta sexta-feira, 27 de setembro de 2013, um cronograma para a destruição do arsenal sírio. As inspeções devem começar até a próxima terça-feira.

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O projeto da OIAC também autoriza visitas a locais que não foram listados por Damasco. Ele deve ser aprovado pelos 41 integrantes do Conselho Executivo da organização, que se reúnem em Haia nesta sexta-feira à noite.

Esse texto deve ser adotado antes da votação na ONU de uma resolução sobre a qual americanos e russos chegaram a um acordo na noite desta quinta-feira.

Atualmente especialistas da ONU estão investigando locais na Síria onde podem ter acontecido ataques químicos. Eles devem concluir seu trabalho na segunda-feira e publicar um relatório no final de outubro. Essa equipe é diferente daquela que a OIAC pretende enviar ao país.

O texto da OIAC faz parte do acordo diplomático concluído em Genebra entre russos e americanos no dia 14 de setembro, e que deve evitar uma ação militar na Síria. Essa intervenção era uma ameaça feita por Washington em resposta a um ataque químico na periferia de Damasco no dia 21 de agosto. Os Estados Unidos culpam o regime sírio pelo ataque, que teria feito 1500 mortos.

A adoção de um texto pelo Conselho Executivo da OIAC geralmente é feita por meio de um consenso, mas segundo fontes diplomáticas consultadas pela agência France Presse nesse caso não é certo que se consiga chegar à unanimidade. Em caso de votação, é necessária uma maioria de dois terços.

ONU

A resolução da ONU que está sendo discutida enquadra a destruição das armas químicas do regime de Bashar al-Assad e prevê a possibilidade para o Conselho de Segurança de pronunciar sanções caso o plano de desarmamento não seja respeitado.

No entanto, o projeto não prevê sanções automáticas. Em caso de violação dos compromissos, seria necessária uma segunda resolução, o que deixa a Moscou, aliado de Damasco, uma possibilidade de bloqueio.

Os ministros das Relações Exteriores dos cinco membros do Conselho de Segurança (Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia) devem se encontrar nesta sexta-feira à noite em Nova York com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e seu mediador para a Síria, Lakhdar Brahimi.

Segundo especialistas em armamentos, a Síria possuiria mais de mil toneladas de armas químicas, incluindo 300 toneladas de gás mostarda. O acordo russo-americano de Genebra estipula que o regime de Damasco deve destruir todo o seu arsenal químico até meados de 2014.

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